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Dentista preso em operação contra revenda de canetas emagrecedoras é solto pela Justiça

Gustavo Garrido Gesteira foi localizado em um edifício na Ladeira da Barra, onde guardava canetas emagrecedoras e substâncias proibidas

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 13 de março de 2026 às 16:33

Dentista alvo de operação em Salvador
Dentista alvo de operação em Salvador Crédito: Reprodução

A Justiça da Bahia concedeu liberdade provisória ao dentista Gustavo Garrido Gesteira, preso nesta semana durante uma operação contra revenda de canetas emagrecedoras realizada em Salvador. O dentista foi detido em um apartamento de alto padrão na Ladeira da Barra, onde foram apreendidos medicamentos e substâncias proibidas. 

Gustavo Garrido passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (13), dois dias após ser preso. Ele é investigado pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração e alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. A Polícia Civil havia solicitado a prisão temporária do suspeito. Além dele, outras 12 pessoas foram presas durante a operação

Dentista alvo de operação contra revenda de canetas emagrecedoras em Salvador por Reprodução

O juiz Cidval Santos Sousa Filho, que determinou a liberdade provisória do dentista, afirmou, na decisão, que ainda não existe perícia química conclusiva sobre as substâncias apreendidas no apartamento de Gustavo. O magistrado também destacou que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a pena máxima aplicável ao caso é de até três anos, o que impede a decretação de prisão preventiva. O Ministério Público da Bahia (MP-BA), no entanto, solicitou a prisão preventiva do investigado. 

Como medidas cautelares, a decisão determinou que o dentista compareça a todos os atos do processo, faça comparecimento bimestral em juízo para informar suas atividades, não se ausente da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial, mantenha endereço e telefone atualizados, e estabeleceu ainda a suspensão das atividades e o fechamento da Drogaria Ondina enquanto durar o processo, para evitar a continuidade da possível prática investigada

De acordo com os policiais, o dentista é considerado o líder da rede criminosa. Ele é um dos sócios da clínica Medicina Oral, localizada no bairro Cidade Jardim, e mantém ligação com uma farmácia localizada em São Paulo. O estabelecimento já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal em novembro do ano passado.

Informações disponibilizadas no site da clínica indicam que a Medicina Oral possui mais de 14 anos de experiência no mercado e já atendeu mais de 20 mil pacientes. Entre as especialidades de Gustavo Garrido Gesteira apresentadas nos perfis da clínica estão: prótese dentária, clínica estética e odontologia digital.

A reportagem entrou em contato com a defesa do dentista, que confirmou a soltura, mas não se pronunciou sobre o caso, até esta publicação. O espaço segue aberto. 

Relembre o caso 

As investigações da operação Peptídeos indicam que o dentista importava ou obtinha o princípio ativo utilizado em medicamentos destinados ao tratamento de diabetes, popularmente associados à perda de peso, e realizava a venda fracionada das doses, que eram revendidas para fins estéticos.

Além do apartamento do investigado, a operação também teve como alvos clínicas de medicina estética, dois hospitais, farmácias e profissionais da área de saúde. Foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão em Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana, além de Feira de Santana, no interior do estado, e na capital paulista. As diligências também resultaram na interdição de quatro clínicas de estética.

Os investigadores apreenderam medicamentos e substâncias utilizadas originalmente no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2, mas que vinham sendo divulgadas irregularmente para fins estéticos e de perda de peso. Entre os produtos encontrados está a substância chamada “Retatrutide”, ainda em fase de testes e proibida no Brasil.

A polícia busca identificar outros envolvidos e mapear a extensão da rede responsável pela comercialização irregular das substâncias. A operação foi conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon).