Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Maria Raquel Brito
Publicado em 11 de março de 2026 às 21:34
A Operação Peptídeos, deflagradas nesta quarta-feira (11), resultou na prisão de 13 pessoas na Bahia. A ação investiga a comercialização irregular de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, as chamadas ‘canetas emagrecedoras’.>
Durante a operação, quatro pessoas foram presas em flagrante e nove por mandado de prisão temporária. Oito pessoas foram detidas em Salvador, nos bairros de Valéria, Cajazeiras, Canabrava, Ondina, Barra, Pituba, Caminho das Árvores e Costa Azul, além das cidades de Lauro de Freitas (2), Feira de Santana (2) e Camaçari (1).>
Venda irregular de canetas emagrecedoras é alvo de megaoperação policial na Bahia
Um dos principais alvos da operação foi o dentista Gustavo Garrido Gesteira, apontado como o chefe do esquema. Ele foi localizado em um apartamento na Ladeira da Barra, em Salvador, onde foram apreendidos medicamentos e substâncias proibidas, segundo a polícia. >
Gustavo é um dos sócios da clínica Medicina Oral, no bairro Cidade Jardim, e sócio-administrador da Drogaria Ondina, que também foi alvo da operação nesta quarta-feira. O dentista mantém ligação com uma farmácia localizada em São Paulo que já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal em novembro do ano passado.>
Dentista alvo de operação contra revenda de canetas emagrecedoras em Salvador
O dentista é investigado pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração e alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. A Polícia Civil solicitou a prisão temporária do suspeito, que foi levado à delegacia com a esposa, médica cirurgiã vascular, que supostamente assinava as receitas médicas para ele. A esposa de Gustavo não está entre os 13 presos.>
De acordo com a polícia, Gustavo e o grupo vendiam as substâncias contrabandeadas através de redes sociais e aplicativos de mensagem, como Instagram e WhatsApp. As denúncias das atividades irregulares chegaram às autoridades de forma anônima. >
Os clientes também podem ser penalizados, por crime de receptação ou até mesmo como participantes de associação criminosa. “Porque adquirir mercadoria que sabe ser produto de crime é crime de receptação”, explica o delegado Thiago Costa, da Delegacia de Defesa do Consumidor.>