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Wendel de Novais
Publicado em 11 de março de 2026 às 10:10
Um apartamento em área nobre de Salvador, hospitais, clínicas de estética e estabelecimentos ligados a profissionais da saúde entraram na mira de uma operação policial que investiga a venda clandestina de substâncias conhecidas como canetas emagrecedoras. >
As ações desta quarta-feira (11) resultaram no cumprimento de 57 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão em Salvador, na Região Metropolitana e também em São Paulo. Durante as diligências, duas pessoas foram presas em flagrante, o que, segundo os investigadores, reforça os indícios de comercialização irregular dos produtos. >
Um dos principais pontos da operação foi um apartamento localizado no condomínio Portal do Atlântico, na Ladeira da Barra, em Salvador, apontado como endereço de um homem identificado apenas como Gustavo, o principal investigado no esquema. No imóvel, policiais encontraram diversas canetas emagrecedoras e substâncias proibidas que estariam sendo utilizadas na preparação e distribuição dos produtos. >
Venda irregular de canetas emagrecedoras é alvo de megaoperação policial na Bahia
De acordo com policiais, o homem considerado líder da rede também possui uma clínica odontológica e mantém ligação com uma farmácia localizada em São Paulo. O estabelecimento já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal em novembro de 2025. >
As investigações indicam que o suspeito importava ou obtinha o princípio ativo utilizado em medicamentos destinados ao tratamento de diabetes — popularmente associados à perda de peso — e realizava a venda fracionada das doses, que eram revendidas para fins estéticos. >
Além do apartamento do investigado, a operação também teve como alvos clínicas de medicina estética, dois hospitais, farmácias e profissionais da área de saúde. Os investigadores apontam indícios de participação de esteticistas e biomédicas no esquema. Uma biomédica, inclusive, acabou presa em flagrante durante a ação. >
A polícia agora busca identificar outros envolvidos e mapear a extensão da rede responsável pela comercialização irregular das substâncias.A operação foi conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon). >