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Sobe para 13 número de presos em operação que mira rede de revenda de canetas emagrecedoras na Bahia

Ação investiga comercialização irregular de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 11 de março de 2026 às 15:54

Esquema de comercialização irregular de canetas emagrecedoras é alvo de megaoperação
Esquema de comercialização irregular de canetas emagrecedoras é alvo de megaoperação Crédito: Divulgação Ascom PCBA

Subiu para 13 o número de pessoas presas na Operação Peptídeos, deflagrada nesta quarta-feira (11) com o objetivo de investigar a comercialização irregular de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade – as chamadas ‘canetas emagrecedoras’.

Das prisões, quatro foram em flagrante e nove por determinação judicial. Os investigados podem responder pelos crimes de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de importar, vender, expor à venda ou manter em depósito produto sem registro no órgão de vigilância sanitária competente ou sem origem comprovada.

Esquema de comercialização irregular de canetas emagrecedoras é alvo de megaoperação por Divulgação Ascom PCBA

Durante a operação, foram cumpridos também 57 mandados de busca e apreensão em Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana, além de Feira de Santana, no interior do estado, e na capital paulista. As diligências também resultaram na interdição de quatro clínicas de estética.

Durante as buscas, os investigadores apreenderam medicamentos e substâncias utilizadas originalmente no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2, mas que vinham sendo divulgadas irregularmente para fins estéticos e de perda de peso. Entre os produtos encontrados está a substância chamada “Retatrutide”, ainda em fase de testes e proibida no Brasil.

Também foram recolhidos celulares, tablets, notebooks, computadores, máquinas de cartão, documentos, cadernos de anotações, uma câmera de vídeo, materiais descartáveis e um veículo.

Segundo as investigações, os envolvidos fariam parte de uma rede estruturada que comercializava esses produtos de forma clandestina, muitas vezes sem prescrição médica e fora das normas sanitárias exigidas pela legislação. Os medicamentos eram divulgados principalmente em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Entre os alvos das medidas judiciais estão dois hospitais, sete clínicas de estética, uma loja de cosméticos, uma farmácia e diversos imóveis residenciais ligados a profissionais das áreas de saúde e estética. A polícia também apura indícios de armazenamento e transporte dos produtos sem controle sanitário adequado.

O principal alvo da operação é o dentista Gustavo Garrido Gesteira, preso em um apartamento na Ladeira da Barra, onde foram apreendidos medicamentos e substâncias proibidas, segundo a polícia. Gesteira é investigado pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração e alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. A Polícia Civil solicitou a prisão temporária do suspeito, que foi levado à delegacia com a esposa.

A ofensiva faz parte da Operação Peptídeos, realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), com apoio de mais de 200 policiais e equipes de diferentes departamentos da corporação, além do Departamento de Polícia Técnica, Vigilância Sanitária e da Polícia Militar.

Nos estabelecimentos fiscalizados, foram identificados medicamentos vencidos, produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), substâncias sem autorização para comercialização no Brasil e itens armazenados em desacordo com as normas sanitárias. As equipes também constataram a manipulação de medicamentos em doses não individualizadas, em larga escala, prática permitida apenas em ambiente industrial devidamente autorizado.