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Domingo no Largo de Roma tem Tributo a Santa Dulce com Adelmario Coelho e convidados

Evento faz parte da Trezena em homenagem ao Anjo Bom da Bahia que acontece até quarta-feira (13)

  • Foto do(a) author(a) Luiza Gonçalves
  • Luiza Gonçalves

Publicado em 10 de agosto de 2025 às 21:52

O título corrigido fica assim:  **Domingo no Largo de Roma tem Tributo a Irmã Dulce com Adelmario Coelho e convidados**
Adelmario Coelho em apresentação no Largo de Roma Crédito: CORREIO/Arisson Marinho

Movidos pela fé, admiração e gratidão, centenas de devotos dedicaram o dia de hoje (10) às homenagens a Santa Dulce dos Pobres, tendo como ponto alto da programação um show especial ao Anjo Bom da Bahia no Largo de Roma, a partir das 20h. O Tributo a Santa Dulce trouxe música e comunhão ao segundo final de semana da Festa Litúrgica em honra a Santa Dulce, reunindo, de 1º a 13 de agosto, milhares de fiéis, devotos e admiradores da vida e obra da primeira santa nascida no Brasil.

O Largo de Roma chamava atenção pela beleza da decoração luminosa, bandeirolas azuis e brancas, feirinha de artesanato e gastronomia e estava repleto de imagens de Dulce, destacando-se uma palavra em neon no palco: Compaixão. Fiéis de diversas idades circulavam pelo espaço com suas camisas mais bonitas da santa e ansiosos pelo show. O clima acolhedor ganhou euforia e levantou o público das cadeiras quando o anfitrião da noite, o forrozeiro Adelmario Coelho, subiu ao palco. O tributo musical apresentou clássicos do forró e da MPB, com participações de Del Feliz, Carla Cristina, Buja e Tuca Fernandes, reunindo cantores em prol de uma mensagem de amor e união. Juntos, encerraram a apresentação com uma canção em homenagem à santa baiana.

Devoto de Santa Dulce e anfitrião da noite, Adelmario Coelho não escondeu a emoção de ter sido convidado para conduzir o show deste domingo. “Sempre foi uma admiração. Primeiro tentando compreender a obra dela, o significado dessa grandeza, dessa ação humanitária, isso por si só já a torna diferente. E, claro, com a caminhada dela e canonização, isso evidentemente passou a potencializar a admiração. Então, eu sempre digo: nós que somos católicos veneramos santos, porque lemos e aprendemos. Mas Santa Dulce eu vi fazendo essa bondade, essa generosidade. Isso acho que torna a fé mais forte. Fico muito feliz e honrado de me tornar realmente devoto dela e de estar cantando nessa trezena, nessa festa de comemoração”, afirmou.

Com o tema “Como Santa Dulce dos Pobres, somos peregrinos de esperança”, a Festa Litúrgica teve, nos seus dez dias, até então, celebrações e bênçãos diárias, além de atividades culturais, vila gastronômica, serviços de saúde gratuitos, caminhada das Amigas de Dulce, carreata, passeio ciclístico e a Rota da Fé. Além das atrações musicais deste domingo, já passaram pela programação Daniel Boaventura, Orquestra ComPassos, Jonny Mendes e o cantor coreano Junho Chu. Quem encerra a programação na quarta-feira (133), às 20h30, é a cantora Fafá de Belém.

Márcio Didier, gestor do Complexo do Santuário de Santa Dulce, comemora a realização da terceira edição da Trezena, que, para ele, além de reunir fiéis, celebra a cultura, o legado da primeira santa brasileira e um sentimento de fraternidade entre baianos e visitantes. Este ano, ele destaca a participação do cantor coreano Junho Choo, que, ao conhecer a história de Santa Dulce, se declarou seu devoto e tem se tornado um “embaixador” da baiana no Oriente, e enfatiza o papel da Trezena ao carregar o espírito de união deixado por Dulce, que acolhia a todos sem distinção. “Aquela frase que ela sempre dizia: ‘o que fazer para mudar o mundo? Amar’. Ela não fala em crer, não fala em ter religião. É a mensagem de Jesus e de todos os líderes das grandes religiões: que a gente se ame como irmãos, como filhos de um mesmo Pai”, afirma.

Um exemplo disso é a empreendedora Nadja Teles, 46, que expôs bolsas e acessórios durante o evento e, apesar de ser espírita, destaca que a presença na Trezena tem um significado especial: “Santa Dulce, pra mim é um espírito protetor. Da nossa Bahia, um espírito de luz que tá sempre com a gente”, afirma. Teles conta que, mesmo não sendo católica, recorreu à santa em momentos de aflição, enxergando nela uma espiritualidade que “transcende uma religião”. Ela também relata que os dias de festa no Largo de Roma têm sido intensos e inspiradores, especialmente pelo clima de fé que paira sobre o evento. “Ontem a gente saiu daqui preenchido de luz, preenchido de energia. De Santa Dulce”, relatou, sorridente.

As comemorações são promovidas pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) com o apoio da Prefeitura de Salvador e da emissora católica de televisão Rede Vida.