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Enfermeiro preso na Bahia diz que comprou canetas emagrecedoras no Paraguai para tratar diabetes na família

Justiça concedeu liberdade provisória a Hercules Lima Santos, preso durante uma operação da polícia em Jequié

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 19 de março de 2026 às 15:07

Substâncias apreendidas na casa do de
Substâncias apreendidas na casa do de Crédito: Divulgação

O enfermeiro e médico formado no Paraguai, preso em uma operação na quarta-feira (18), teve a liberdade provisória concedida pela Justiça baiana. Em depoimento, Hercules Lima Santos, de 40 anos, disse que comprou canetas emagrecedoras no Paraguai, mas que não tinha intenção de vendê-las. 

A polícia apreendeu doses de tirzepatida, princípio ativo de canetas emagrecedoras, na casa do investigado, em Jequié. Hercules relatou que comprou os medicamentos para uso próprio e de familiares portadores de diabetes e hipertensão, devido ao alto custo dos medicamentos no Brasil. Ele é investigado, segundo a Polícia Civil, pela venda ilegal da substância. 

Operçaão contra venda ilegal de canetas emagrecedoras em Jequié (BA) por Divulgação

O enfermeiro teve a liberdade provisória concedida nesta quinta-feira (19) e deverá cumprir medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo e a proibição de se ausentar da comarca. O juiz também determinou a comunicação formal do caso ao Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) e ao Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Ele é investigado pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração e alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, no âmbito da operação Calamus. 

Na quarta-feira (18), foram cumpridos mandados em residências de oito investigados, nos bairros Centro, Mandacaru, Joaquim Romão, Cidade Nova e São Judas, em Jequié. Entre os alvos estão, além de Hercules, dois profissionais da área de saúde e cinco pessoas apontadas como responsáveis pela divulgação e comercialização dos produtos por meio de redes sociais.

Segundo a polícia, o grupo atuava na venda clandestina da substância, sem autorização dos órgãos competentes, utilizando plataformas digitais para anunciar e distribuir o material.

Foram apreendidos aproximadamente 60 frascos de tirzepatida e cerca de 300 seringas descartáveis, que seriam utilizadas na aplicação do medicamento. A equipe também apreendeu celulares, documentos e outras medicações vendidas ilegalmente.