Felino quase ameaçado de extinção é solto em reserva na Bahia

Um gato-maracajá e mais 14 animais reabilitados pelo Cetas Salvador foram soltos nesta segunda-feira (11), em área de conservação ambiental em Jandaíra

Publicado em 11 de dezembro de 2023 às 16:16

O gato-maracajá (Leopardus wiedii) tem status de espécie quase ameaçada de extinção
O gato-maracajá (Leopardus wiedii) tem status de espécie quase ameaçada de extinção Crédito: Divulgação/Bracell

Um gato-maracajá (Leopardus wiedii), que tem status de espécie quase ameaçada de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, e mais 14 animais foram devolvidos à natureza nesta segunda-feira, 11, na reserva do Projeto Sergipe, que fica em uma área de conservação ambiental da Bracell no município baiano em Jandaíra, na divisa com o estado sergipano. Antes da soltura, os bichos foram reabilitados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Salvador, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente da Bahia.

A soltura contou com a participação do médico veterinário Caio de Souza, do Cetas, e do biólogo Igor Macedo, especialista em Meio Ambiente da Bracell, e devolveu para o meio ambiente seis jiboias (Boa constrictor), quatro sariguês (Didelphis aurita), dois gaviões-carcarás (Caracara plancus), um ouriço-preto (Chaetomys subspinosus) – que está em ameaça de extinção vulnerável –, e um cachorro do mato (Cerdocyon thous).

“O Projeto Sergipe foi escolhido para acolher os animais por ser uma Área de Soltura de Animais Silvestres (Asas), devido às suas características ecológicas favoráveis e ao fato de já termos registrado tanto o gato-maracajá como as demais espécies no nosso Programa de Monitoramento da Biodiversidade”, afirma Macedo.

Além do Projeto Sergipe, a Bracell Bahia possui outras duas Asas: o Projeto Cachoeira, no município de Entre Rios, e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Lontra, na divisa de Entre Rios e Itanagra.

De acordo com o biólogo, nos últimos 3 anos, cerca de 700 animais silvestres de pequeno e médio portes, entre répteis, aves e mamíferos, foram devolvidos ao seu habitat natural nas reservas ambientais da empresa. “Cada animal reintegrado representa não apenas uma nova chance de sobrevivência para os espécimes soltos, mas, também, uma contribuição para a perpetuação das espécies em ambientes com vegetação nativa abundante que contam, inclusive, com a forte atuação da equipe de Vigilância Patrimonial da Bracell, que coíbe práticas ambientais ilícitas, como caça, desmatamento e retirada de madeira, por meio do Programa Amigos da Floresta”, acrescenta.