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Maysa Polcri
Publicado em 23 de março de 2026 às 18:38
O julgamento dos acusados pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas será retomado nesta terça-feira (24), em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. O júri deveria ter acontecido no dia 3 deste mês, mas foi adiado após uma decisão da Justiça. Em novembro do ano passado, a sessão foi suspensa depois que a defesa dos réus abandonou o fórum. >
No banco dos réus estarão o ex-marido da cantora, Ederlan Santos Mariano, apontado como mandante do crime, além de Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, e Victor Gabriel Oliveira Neves. Todos responderão pelos crimes de feminicídio executado por motivo torpe, meio cruel e sem possibilitar a defesa da vítima, de ocultação de cadáver e associação criminosa.>
Sara Freitas foi morta com mais de 20 golpes de faca e teve o corpo carbonizado. A cantora foi encontrada morta no dia 27 de outubro de 2023, às margens da BA-093, na altura de Dias D’Ávila. Antes disso, ela ficou desaparecida por quatro dias.>
Caso Sara Freitas
De acordo com as investigações, Ederlan Mariano teria encomendado a morte da então companheira, com quem teve uma filha. Weslen Pablo, o bispo Zadoque, foi quem esfaqueou a vítima, enquanto ela era segurada por Victor Gabriel. >
Ederlan e Sara viviam uma relação abusiva, com a cantora sendo vítima de violência emocional. A filha do casal está sob cuidado da família paterna. >
Além dos três que serão julgados, um outro homem foi condenado pela participação no crime. Trata-se de Gideão Duarte de Lima, responsável por atrair a cantora até o local onde ela foi emboscada e assassinada. Ele foi condenado em em abril do ano passado a 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.>
Em novembro do ano passado, a sessão de julgamento foi suspensa depois que a defesa dos réus abandonou o Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. A defesa alegou que o local não oferece condições adequadas para a realização do julgamento, por falta de segurança.>
Outro adiamento ocorreu no início deste mês, quando a Justiça acatou o pedido da defesa. Segundo o advogado Rogério Matos, que representa a família de Sara Freitas, o adiamento foi uma decisão da Justiça e o julgamento segue mantido em Dias D’Ávila. Após a interrupção da sessão no ano passado, a defesa dos réus afirmou que solicitaria que a sessão fosse realizada no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, em um procedimento chamado de desaforamento. >
O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), no entanto, negou que tenha havido qualquer irregularidade, por parte do Poder Judiciário, que justificasse a interrupção do julgamento de Sara Freitas. Segundo o TJ-BA, o julgamento estava regularmente designado, com estrutura previamente organizada e dentro das condições legais para sua realização. >