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Julgamento do caso Sara Freitas é adiado após decisão da Justiça

Ex-marido da cantora gospel e outros dois réus respondem por feminicídio

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 19:21

A cantora gospel Sara Mariano
Sara Freitas foi morta em outubro de 2023  Crédito: Reprodução

O júri popular dos três acusados pelo homicídio da cantora gospel Sara Freitas foi novamente adiado. Uma determinação judicial remarcou para o dia 24 de março o julgamento, que aconteceria no dia 3 do mesmo mês. A informação foi confirmada pela defesa da família da vítima. 

Em novembro do ano passado, a sessão de julgamento foi suspensa depois que a defesa dos réus abandonou o Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. A defesa alegou que o local não oferece condições adequadas para a realização do julgamento, por falta de segurança. 

Segundo o advogado Rogério Matos, que representa a família de Sara Freitas, o adiamento foi uma decisão da Justiça e o julgamento segue mantido em Dias D’Ávila. Após a interrupção da sessão no ano passado, a defesa dos réus afirmou que solicitaria que a sessão fosse realizada no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, em um procedimento chamado de desaforamento. 

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), no entanto, negou que tenha havido qualquer irregularidade, por parte do Poder Judiciário, que justificasse a interrupção do julgamento de Sara Freitas. Segundo o TJ-BA, o julgamento estava regularmente designado, com estrutura previamente organizada e dentro das condições legais para sua realização. Na época, foi anunciado que o julgamento aconteceria no dia 24 de fevereiro. 

Sara Freitas e Ederlan Mariano por Reprodução

Para Rogério Matos, a decisão da Justiça em adiar o julgamento foi acertada e antecipou o pedido que a defesa dos réus provavelmente faria. O CORREIO entrou em contato com o Tribunal de Justiça e aguarda posicionamento sobre o que motivou a nova data.

Os réus envolvidos no caso são o ex-marido da cantora, Ederlan Santos Mariano, apontado como mandante do crime, além de Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, e Victor Gabriel Oliveira Neves. Todos responderão pelos crimes de feminicídio executado por motivo torpe, meio cruel e sem possibilitar a defesa da vítima, de ocultação de cadáver e associação criminosa.

O crime 

Sara Freitas foi morta com mais de 20 golpes de faca e teve o corpo carbonizado. A cantora foi encontrada morta no dia 27 de outubro de 2023, às margens da BA-093, na altura de Dias D’Ávila. Antes disso, ela ficou desaparecida por quatro dias.

De acordo com as investigações, Ederlan Mariano teria encomendado a morte da então companheira, com quem teve uma filha. Ederlan e Sara viviam uma relação abusiva, com a cantora sendo vítima de violência emocional. A filha do casal está sob cuidado da família paterna. Weslen Pablo, o bispo Zadoque, foi quem esfaqueou a vítima, enquanto ela era segurada por Victor Gabriel.

Além dos três que serão julgados, um outro homem foi condenado pela participação no crime. Trata-se de Gideão Duarte de Lima, responsável por atrair a cantora até o local onde ela foi emboscada e assassinada.

Ele foi condenado em em abril do ano passado a 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

O julgamento de Gideão Duarte foi realizado individualmente e durou cerca de 12 horas. Por isso, a expectativa é que o julgamento dos outros réus não seja finalizado no primeiro dia. Os três apresentaram recursos após as denúncias e estão presos preventivamente. Eles admitiram ter dividido R$ 2 mil, valor dado por Ederlan Mariano para executar o crime.