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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 15:39
Lançado em 1987, Dirty Dancing se transformou em um fenômeno mundial. Ambientado nos anos 1960, o longa apresentou ao público a história de Frances “Baby” Houseman e seu romance com o instrutor Johnny Castle, vivido por Patrick Swayze. O filme arrecadou mais de US$ 200 milhões, venceu o Oscar com a canção (I’ve Had) The Time of My Life e eternizou cenas que seguem no imaginário popular até hoje. >
Se Swayze consolidou o estrelato, o caminho foi bem diferente para Jennifer Grey. Apesar do enorme sucesso como Baby, a atriz viu sua carreira perder força nos anos seguintes e, décadas depois, revelou o motivo.>
Em seu livro de memórias, Out of the Corner, Grey contou que decidiu fazer uma rinoplastia após o estouro do filme. Desde o início da carreira, ouvia que seu nariz, que ela associava à sua herança judaica, poderia limitar oportunidades em Hollywood. Relutou por anos, mas acabou cedendo.>
A primeira cirurgia correu bem e, segundo ela, abriu portas. No entanto, uma segunda intervenção para corrigir um detalhe mudou drasticamente seu rosto. Quando retirou as bandagens, não se reconheceu. O resultado foi tão diferente que o público simplesmente deixou de identificá-la como a atriz de Dirty Dancing.>
Grey descreveu o momento como devastador. Disse que se sentiu como se tivesse apagado justamente a característica que a tornava única. Para piorar, os convites de trabalho diminuíram drasticamente. “Foi como me tornar anônima da noite para o dia”, relatou em entrevistas anos depois.>
Jennifer Grey
Filha do ator Joel Grey, vencedor do Oscar por Cabaret, Jennifer cresceu ouvindo que a indústria era dura com quem fugia do padrão. Ainda assim, o impacto emocional da mudança foi profundo. Ela precisou reconstruir sua identidade longe do rótulo de Baby e longe dos holofotes.>
Hoje, ao olhar para trás, a atriz afirma que o período difícil a fortaleceu. Trabalhando na produção de uma sequência de Dirty Dancing, diz se sentir mais segura e grata. Mais do que a aparência, aprendeu a valorizar quem é, como artista, mãe e mulher.>