Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Ana Beatriz Sousa
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 13:46
Você já parou para pensar até quando a humanidade conseguiria sobreviver na Terra? Para o físico britânico Stephen Hawking, essa pergunta tinha uma resposta inquietante: o ano 2600. >
Durante participação na Cúpula WE da Tencent, em Pequim, o cientista alertou que o crescimento populacional desenfreado e o consumo excessivo de energia poderiam transformar o planeta em uma verdadeira “bola de fogo” nos próximos séculos. Segundo ele, se nada mudar, até 2600 a Terra poderia brilhar “em vermelho vivo”, resultado do superaquecimento causado pela atividade humana.>
O que é lixo espacial e por que ele pode se tornar o “anel de Saturno” da Terra
Hawking argumentava que a população mundial dobra em intervalos cada vez menores, pressionando recursos naturais que já são limitados. O consumo energético crescente geraria calor em escala insustentável, tornando a superfície cada vez mais hostil à vida. Em análises posteriores, inclusive no documentário da BBC Stephen Hawking: Expedition New Earth, ele comparou o possível futuro do planeta às condições de Vênus, com temperaturas extremas e atmosfera tóxica.>
Autor do best-seller Uma Breve História do Tempo, Hawking defendia que a humanidade atravessa um momento crítico. Para ele, mudanças climáticas descontroladas e crises energéticas poderiam acelerar um colapso ambiental em escala global. Em um horizonte mais amplo, estimava que a extinção total da espécie poderia ocorrer entre mil e dez mil anos, caso nenhuma transformação estrutural fosse feita.>
Diante desse cenário, o cientista via uma única alternativa: tornar a humanidade uma espécie multiplanetária. Ele apoiou projetos como o Breakthrough Starshot, iniciativa que propõe o envio de nanonaves impulsionadas por luz até o sistema de Alfa Centauri, o mais próximo com potencial de abrigar vida. A ideia era investir pesado em tecnologia espacial para garantir uma “segunda casa” fora do sistema solar.>
Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, Hawking dedicou a vida ao estudo do cosmos e dos buracos negros. Para nós, a previsão pode soar distante, mas o recado era claro: o futuro da humanidade depende das escolhas feitas agora.>