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Perla Ribeiro
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 13:50
A Polícia Civil identificou um policial militar como suspeito de ter matado com sete tiros um cachorro comunitário, no dia 18 de janeiro deste ano, no Jardim Três Marias, na Zona Leste de São Paulo. O nome dele não foi divulgado. O soldado suspeito de ter executado o cachorro foi levado na manhã desta segunda-feira (23) por policiais civis e da Corregedoria da Polícia Militar (PM) para o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), no Centro da capital paulista. As informações são do G1 SP.>
Ele será interrogado, deverá ser indiciado e responder em liberdade por maus-tratos a animais. O ataque contra o cachorro foi gravado por uma câmera de monitoramento. As imagens mostram o animal latindo para o homem, que discutia com a esposa. Depois, o policial saca a arma, atira diversas vezes no cão e foge em seguida.>
O cachorro não tinha nome, nem raça definida e morava na rua. Era conhecido popularmente como caramelo por moradores do bairro e funcionários de um shopping próximo. O laudo necroscópico do cão mostra que ele foi atingido por um disparo na cabeça, dois no peito e mais outros cinco espalhados pelo corpo. >
O PM foi identificado pela investigação da Delegacia de Crimes contra os Animais do DPPC após análise das filmagens da câmera que flagrou o momento do ataque. A polícia havia pedido a prisão temporária do soldado. A Justiça negou, mas autorizou o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do suspeito.>
A arma do PM havia sido apreendida no dia 14 de fevereiro, após ele reagir a um assalto e atirar no criminoso. Durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais encontraram o PM, que foi levado com eles para o DPPC. Caso seja condenado por maus tratos, a pena pode variar de 2 a 5 anos de prisão. >