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Lancha envolvida em acidente com seis mortos errou caminho e fazia retorno quando atingiu píer: 'eu gritei: vai bater'

Sobrevivente diz que a falta de iluminação fez com o que o píer fosse visto já bem próximo

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 14:51

Seis mortos: condutor de lancha não tinha habilitação e consumiu bebida alcoólica antes de acidente
Seis mortos: condutor de lancha não tinha habilitação e consumiu bebida alcoólica antes de acidente Crédito: Divulgação

O condutor da lancha envolvida em acidente que terminou com seis mortes, na noite desse sábado (21), no Rio Grande, na divisa de Minas Gerais e São Paulo, Wesley Carlos da Costa, 45 anos, teria errado o caminho e fazia um retorno no rio quando atingiu o píer. A informação foi dada por sobreviventes do acidente à EPTV, afiliada da TV Globo. Ao todo, a embarcação transportava 15 pessoas e seis morreram, inclusive o condutor. Os corpos estão sendo velados e enterrados nesta segunda-feira (23) em Franca (SP), onde as vítimas moravam. As informações são do G1.

O sobrevivente Rogério Souza explicou ao G1 que o acidente aconteceu enquanto a embarcação levava o grupo de volta para um chalé à beira da represa de Jaguara. "A gente estava no meio do rio, fez um retorno para o lado da beirada da água. A gente se perdeu. A gente virou o barco, voltou devagarzinho, eu estava com meu celular na frente com a luz iluminando, porque a gente não estava enxergando direito. De repente, vi a estrutura de madeira, foi onde eu gritei: 'vai bater'."

O sobrevivente lembra, que, após a colisão, o motor da lancha continuou em funcionamento. Ele acredita que isso possa ter feito a embarcação levantar e tombar. "Bateu devagarzinho, tanto é que o barco chegou até a parar. Acho que na hora que bateu, encostou no acelerador da lancha. Escutei o barulho do motor de novo. Na hora em que escutei, o motor tracionou, o pessoal caiu para trás, a lancha levantou e tombou".

Sobreviventes negaram que o píer atingido pela embarcação estivesse iluminado no momento da colisão. Os relatos contrariam a informação passada pela Defesa Civil de Rifaina (SP), que afirmou que as luzes no local estavam acesas. "[Píer] Não estava iluminado, estava desligado. Você só vê iluminação nele em outras filmagens que fizeram, que ele está aceso na hora do resgate, mas na hora em que a gente passou, ele estava desligado", disse Rogério.

Outra sobrevivente, Diane de Faria também destacou a falta de iluminação, o que fez, segundo ela, com o que o píer fosse visto já bem próximo. "Na hora em que acabou a curvinha da mata, já tinha o píer. Foi muito rápido. Apareceu o píer na nossa frente. O Rogério gritou 'vai bater', e bateu. Não tinha como fazer nada. Não tinha sinalização nenhuma."

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que uma equipe da perícia oficial foi ao local do acidente náutico, em Sacramento, e realizou a coleta dos primeiros vestígios e informações que irão subsidiar as investigações. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil em Sacramento. A Marinha do Brasil também vai investigar o acidente.

Os ocupantes da lancha aproveitavam o final de semana em uma casa do lado mineiro da represa. No sábado, eles fizeram um passeio em um bar flutuante e algumas pessoas chegaram a postar fotos nas redes sociais. No deslocamento de volta para o condomínio, por volta das 22h, a embarcação bateu em um píer. Com o impacto, parte dos ocupantes foi arremessada para trás e ficou presa quando a embarcação virou na água.