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O que tem no novo planeta que faz os cientistas suspeitarem de vida fora da Terra

Mundo descoberto tem 50% de chance de conter água em estado líquido

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 14:00

Um pequeno passo para astronomia, um grande passo para responder à questão:
Um pequeno passo para astronomia, um grande passo para responder à questão: "Estamos sozinhos no universo?" Crédito: NASA/JPL-Caltech/K. Miller

A busca por água líquida fora do Sistema Solar acaba de ganhar um novo capítulo promissor. O exoplaneta HD 137010 b entrou oficialmente para a lista de mundos que podem abrigar condições favoráveis à vida. Localizado a 146 anos-luz, ele apresenta características físicas que lembram bastante o perfil da Terra.

Estatísticas atuais sugerem que há 50% de chance de este corpo celeste estar posicionado em uma zona temperada. O achado foi possível graças ao trabalho de reanálise de dados antigos do famoso caçador de planetas Kepler. Contudo, os especialistas reforçam que observações futuras são vitais para confirmar a natureza desse astro.

Por que este planeta se destaca

Para medir o potencial de um novo mundo, os cientistas analisam primeiro a qualidade da luz estelar. É essencial que a estrela tenha características similares às do Sol para não fritar o planeta com radiação. Assim, a harmonia entre o brilho da estrela e a órbita do planeta é observada.

A temperatura amena é o segundo pilar essencial para a existência de vida como conhecemos hoje. Em algumas situações, essa configuração permite que a água se mantenha líquida, o que é um ingrediente vital.

Segundo Chelsea Huang, autora do estudo, o que é realmente empolgante nesse planeta do tamanho da Terra é que sua estrela está a cerca de 150 anos-luz do nosso sistema solar.

O método de busca por planetas

O telescópio Kepler capturou os sinais do HD 137010 b pela primeira vez ainda em 2017. O equipamento monitorava o trânsito planetário, que é a passagem do planeta diante do disco brilhante da estrela. Esse movimento gera uma variação sutil, mas perceptível, na quantidade de energia luminosa recebida.

Curiosamente, o processo começou com a curiosidade de civis e de um estudante que revisaram os arquivos públicos. Mais tarde, equipes de universidades americanas e europeias aplicaram métodos científicos rigorosos para validar as hipóteses. Portanto, a descoberta é fruto de uma análise que atravessou fronteiras e diferentes níveis acadêmicos.

Informações coletadas pela sombra

A análise da silhueta de um planeta revela muito sobre sua composição e estrutura física. É possível estimar o diâmetro do mundo através do tamanho da mancha escura que ele projeta na estrela. Além disso, técnicas avançadas ajudam a identificar se existem gases importantes envolvendo a superfície planetária.

A variação constante da luz permite calcular o tempo de órbita e a distância do astro central. Tais dados são cruciais para confirmar se o planeta está realmente na chamada zona de habitabilidade. Certamente, o avanço tecnológico continuará aprimorando esses cálculos para que possamos entender melhor o universo.

Tags:

Planetas