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Morte de líder quilombola teria relação com disputa por áreas estratégicas, diz MP

Dois dos cinco réus serão julgados nesta segunda-feira (13)

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 10 de abril de 2026 às 11:00

Mãe Bernadete, líder quilombola
Mãe Bernadete, líder quilombola Crédito: Divulgação/Conaq

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) aponta que a atuação criminosa na região Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, estaria relacionada a uma lógica de controle territorial. Segundo a denúncia, a presença do tráfico estaria associada à exploração de atividades ilícitas e à manutenção de domínio sobre áreas consideradas estratégicas. 

Nesse contexto, a atuação de Mãe Bernadete aparece, na narrativa da acusação, como um elemento de resistência. Ainda conforme o MP, sua postura contrária à presença do tráfico pode ter contribuído para o agravamento das tensões que antecederam o crime. Os acusados pela morte da líder quilombola serão julgados nesta segunda-feira (13).

Mãe Bernadete por Reprodução

“Este júri representa um marco no enfrentamento à impunidade e um passo importante para a reparação histórica às vítimas de violência”, afirmou o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas.

Para o MP-BA, o assassinato deve ser compreendido dentro de um cenário mais amplo, envolvendo disputa por território e influência, com atuação de grupos criminosos no entorno do quilombo.

“Honrar a memória de Mãe Bernadete é assegurar a proteção de defensores de direitos humanos, garantir a titulação das terras tradicionais e responsabilizar os autores do crime nos termos da lei”, declarou o secretário.