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Após adiamento do júri, secretário diz que caso Mãe Bernadete é desafio para a democracia

Felipe Freitas afirma que julgamento deve garantir justiça à família, enquanto filho da líder quilombola lamenta novo prazo

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 11:32

Secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas
Secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas Crédito: Bruno Wendel/CORREIO

Após o comunicado do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) sobre o adiamento do júri popular do caso da líder quilombola Mãe Bernadete, que estava previsto para acontecer nesta terça-feira (24), autoridades envolvidas no processo e que também acompanharam as investigações comentaram a decisão.

“Este caso é emblemático para todo o país, no sentido de representar um desafio para a democracia brasileira, que não pode conviver com a violência contra defensores e defensoras de direitos humanos. É um ataque à democracia”, declarou o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas.

Ato em frente ao fórum por Bruno Wendel/CORREIO

Segundo ele, o órgão manterá o compromisso assumido desde o início do caso. “A nossa obrigação, como autoridades públicas, é acompanhar a investigação e entregar à família as respostas necessárias para um julgamento justo que possa, pelo menos, aplacar na família e na sociedade o sentimento de que a impunidade não pode prosperar neste caso”, afirmou o secretário.

Freitas estava ao lado do filho de Mãe Bernadete, Jurandy Wellington Pacífico. Ele também comentou o fato de a defesa dos réus ter constituído um advogado na véspera do júri, que agora será realizado no dia 13 de abril.

“Infelizmente, por um motivo jurídico e justo, não foi possível realizar o julgamento. Não é fácil perder uma mãe da forma como eu perdi, e não está sendo fácil manter o legado de Bernadete, mas o legado continua”, declarou.