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Julgamento do assassinato de Mãe Bernadete é adiado

Defesa dos acusados, que antes seria feita pela Defensoria Pública, mudou para defesa particular

  • Foto do(a) author(a) Millena Marques
  • Millena Marques

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 09:05

Mãe Bernadete estava sofrendo ameaças
Mãe Bernadete Crédito: Reprodução

O julgamento do assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, que aconteceria nesta terça-feira (24), foi adiado. O CORREIO confirmou a informação com fontes ligadas ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O julgamento foi remarcado para o dia 13 de abril, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

De acordo com informações iniciais, a mudança teria ocorrido porque a defesa dos acusados, que antes seria feita pela Defensoria Pública, mudou para defesa particular. Os novos advogados alegam que não tiveram tempo para ler todo o processo.

Em entrevista à TV Bahia, o advogado da família da líder quilombola, Hédio Silva Jr, disse que não tinha a informação do adiamento. "Não tenho essa informação, lamento muito se houver adiamento. A Defensoria está acompanhando esse caso já faz meses. Os advogados particulares que eles tinham constituídos nos autos renunciaram há meses. Para mim não faz nenhum sentido que o julgamento de hoje seja adiado (...) Não tenho essa informação e espero que isso não aconteça", disse, antes da confirmação da mudança.

Mãe Bernadete já havia denunciado as ameaças que sofria por Reprodução

"Se o Estado não responde com firmeza a uma execução com 25 disparos de arma de fogo, duas armas, uma de uso restrito, uma senhora de 72 anos. Portanto, preciso que o judiciário dê uma resposta a altura e não tenho dúvida que os jurados, ao se defrontarem com as provas, a tendência é de condenação à pena máxima", pontuou.

Nesta terça-feira (24), estariam no banco dos réus Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, acusados pela execução de Mãe Bernadete. Arielson está preso preventivamente, já Marílio encontra-se foragido. Ambos respondem por homicídio qualificado - com motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima -, feminicídio e crimes correlatos. Mas, afinal, como funciona o tribunal de júri que definirá o futuro dos réus?

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mãe Bernadete