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Bruno Wendel
Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 13:30
Diante da manifestação de movimentos sociais e familiares de Mãe Bernadete Pacífico em frente ao Fórum Ruy Barbosa, após a decisão da Justiça de adiar o júri popular que seria realizado nesta terça-feira (24) contra dois dos cinco acusados de assassinar a líder quilombola, o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) afirmou que a remarcação evita que a nova defesa peça a anulação do julgamento. O promotor do caso garantiu ainda que os réus serão condenados. >
“Nós entendemos esse sentimento de perplexidade e estranheza com um pedido feito ontem à tarde, na véspera do júri, mas a Justiça será feita na nova data. A prova é contundente. Ilegalidade não há e, inclusive, a medida preserva qualquer arguição de nulidade ou ilegitimidade do julgamento”, declarou o promotor Raimundo Moinhos, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPBA.>
Caso Mãe Bernadete: julgamento é adiado
O novo júri foi marcado para o dia 13 de abril deste ano. Segundo o promotor, a mudança ocorreu porque os réus, que desde o início eram representados pela Defensoria Pública, decidiram constituir um advogado particular nesta segunda-feira (23).>
“Por conta da complexidade e da extensão do processo, que possui mais de 2.700 páginas, inclusive com provas sob sigilo, não havia como a defesa constituída na data de ontem ter acesso pleno a esse material”, explicou Moinhos. Ele reforçou que não há morosidade e que não há questionamentos quanto à decisão judicial de adiar o julgamento.>