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Maysa Polcri
Publicado em 30 de abril de 2026 às 14:04
Um idoso de 74 anos, identificado como Eladio Carvalho de Souza, está internado há 14 dias na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Periperi, em Salvador, aguardando um leito de UTI. Com diagnóstico de encefalopatia hepática, que é a deterioração da função cerebral por doença hepática grave, o paciente corre risco de morte sem receber tratamento adequado, segundo relatório médico. >
Na quarta-feira (29), a Justiça concedeu uma liminar determinando a transferência do paciente para uma unidade hospitalar com suporte intensivo no prazo de até 48 horas. De acordo com a decisão, há comprovação da gravidade do estado de saúde e da necessidade urgente de internamento em UTI .>
A magistrada destacou o risco à integridade física do paciente e determinou que o governo estadual viabilize a vaga, inclusive na rede privada, caso não haja disponibilidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A reportagem aguarda retorno da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) sobre o quadro do paciente. >
Enquanto aguarda a regulação, a família segue em desespero. Segundo a filha, Elaina Souza, o pai o vem recebendo apenas cuidados paliativos. “Hoje ele faz 14 dias internado na UPA de Piripiri. Desde sábado (25) ele está sem se alimentar, sem comer, sem beber água, porque já estava desorientado, não está reagindo mais”, afirmou.>
Ela relata que a unidade não possui estrutura para o tratamento necessário. “Os médicos estão fazendo o atendimento paliativo mesmo, só o que eles podem fazer. Tentaram passar sonda gástrica, mas não conseguiram e a UPA não tem suporte para esse procedimento”, disse.>
Ainda segundo a família, o estado de saúde é crítico e pode se agravar a qualquer momento. “Os médicos já falaram da possibilidade de intubar, porque ele não está reagindo. Hoje ele está no oxigênio”, contou.>
O idoso apresenta um quadro clínico complexo, com histórico de cirrose alcoólica, suspeita de problemas renais e coração aumentado, além da encefalopatia hepática, condição que pode comprometer o funcionamento do cérebro.>
“Todos os locais que tentam regular falam que não tem vaga. A gente vem pedindo ajuda, procurando pessoas, mas até agora não conseguiu. A única coisa que a gente pode fazer é pedir regulação, fazer a denúncia e continuar aguardando", desabafou. >