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Gilberto Barbosa
Publicado em 11 de julho de 2025 às 14:09
Após ficar fechado para as celebrações da Independência do Brasil na Bahia, o Pavilhão 2 de Julho, localizado no Largo da Lapinha, foi reaberto ao público na manhã desta sexta-feira (11). A reabertura contou com a visita de 80 alunos da Escola Municipal Alexandrina Santos Pita, localizada no bairro de Pirajá. >
No local, os alunos tiveram contato com os carros do Caboclo e da Cabocla e com a história das batalhas, dos heróis e da festa do 2 de Julho. “Eu achei a visita muito legal porque é a história do nosso povo, que é muito importante para a gente e é um espaço de graça para todo mundo visitar”, disse Enzo Pinheiro, 12 anos.>
“Eu gostei muito do passeio, principalmente dos carrinhos do Cabolo e da Cabocla. É muito bom para a gente conhecer mais onde a gente mora”, falou Yalla Mendes, 13. >
O professor de língua portuguesa da escola Denison Nascimento ressalta a importância do contato dos alunos com a história dos baianos que lutaram contra as tropas portuguesas no século XIX. “Eles vêm de Pirajá, que é um bairro importante para a independência, e é necessário conscientizá-los que a história não é algo do passado. Ela é sempre presente e é a forma de estarmos reconstruindo o nosso futuro”, exaltou. >
Além de conhecerem o museu, os alunos desfilaram do Largo da Soledade até a Lapinha junto da banda marcial da instituição, que participa do Concurso de Fanfarras e Balizas, realizado no próximo sábado (12). >
O local estava fechado desde o dia 25. Wagner Rocha, diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da Fundação Gregório de Mattos (FGM), explica que o período de fechamento é para o preparo dos carros do Caboclo e da Cabocla para o desfile cívico do 2 de Julho e para reparos das imagens após o retorno no dia 5. >
A visita também é parte do Circuito Reconectar, iniciativa realizada pela FGM que leva estudantes de escolas municipais para monumentos e museus da cidade visando conectá-los com a origem dos locais onde vivem. >
“A gente não cuida do que não conhece. A partir do momento que conhecemos a nossa história, passamos a valorizar o nosso passado para entender como chegamos nesse momento e projetar o futuro. É um processo de educação patrimonial para esses jovens, que vão levar experiência para outras pessoas que não puderam vir e estimular que elas visitem o memorial”, afirmou Wagner. >
“Estamos levando os estudantes a conhecer a nossa história através dos monumentos. Isso tem duas vantagens: tirar os monumentos da invisibilidade e trazer a nova geração para conhecer mais a história da cidade. Essa é uma região bastante invisibilizada e esse momento é especial por trazer os alunos para cá e dá-los a oportunidade de aprofudarem esse conhecimento no Pavilhão”, disse Fernando Guerreiro, presidente da FGM. >
As outras sete escolas municipais que participam do Concurso de Fanfarras e Balizas visitarão o espaço entre os dias 15 e 17 desse mês. As bandas marciais desfilam neste sábado (12), na Avenida Sete de Setembro, a partir das 8h. Já o Pavilhão 2 de Julho tem entrada gratuita e funciona de terça a domingo das 9h às 17h.>
*Com orientação do editor Miro Palma>