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Projeto prevê multa de até R$ 100 mil para quem deixar animais sozinhos em veículos

Proposta amplia regras de proteção aos animais e passa a considerar a prática como maus-tratos

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 29 de abril de 2026 às 17:16

Cachorro foi deixado dentro de um carro fechado em Mossoró (RN)
Cachorro foi deixado dentro de um carro fechado em Mossoró (RN) Crédito: Reprodução

Está em tramitação na Câmara Municipal de Salvador um projeto de lei que pode endurecer as regras de proteção animal na capital baiana. A proposta inclui a proibição de deixar animais sozinhos dentro de veículos, mesmo que não haja sinais imediatos de sofrimento.

O texto altera a Lei Municipal nº 9.499/2019, que prevê punições para casos de maus-tratos e multas que variam entre R$ 1 mil e R$ 100 mil. A principal mudança é a inclusão de um novo inciso no artigo 2º, classificando como infração o ato de manter o animal desacompanhado no interior de automóveis.

Atualmente, a legislação já permite punir situações em que o animal é exposto a calor excessivo, falta de ventilação ou estresse. No entanto, nesses casos, é necessário comprovar que houve risco ou dano à saúde. Com o novo projeto, essa exigência deixa de existir. 

Na prática, a proposta torna a regra mais objetiva: o simples fato de deixar o animal sozinho no carro já poderá ser enquadrado como maus-tratos, independentemente do tempo de permanência ou das condições do ambiente. O Projeto de Lei nº 116/2016 é de autoria da vereadora Marcelle Moraes (União Brasil).

Segundo a justificativa da proposta, a medida tem caráter preventivo e busca evitar situações de risco. "O interior de um automóvel é um ambiente sujeito a variações térmicas bruscas e confinamento severo, o que pode comprometer a saúde do animal em poucos minutos". afirma.

Além disso, o projeto também pretende reforçar a responsabilização dos tutores e incentivar a guarda responsável. A avaliação é que a prática ainda é comum e, muitas vezes, tratada com naturalidade, apesar dos riscos envolvidos. 

Caso seja aprovado, o texto não altera os tipos de penalidade já previstos na lei, que incluem advertência, multa e até o recolhimento do animal em situações mais graves. A proposta ainda precisa ser analisada pelas comissões da Câmara antes de seguir para votação em plenário.