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Quais são as BRs com mais acidentes de motocicletas na Bahia? Veja ranking da PRF

Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram registrados 1.658 sinistros envolvendo motos no estado

  • Foto do(a) author(a) Millena Marques
  • Millena Marques

Publicado em 13 de maio de 2026 às 17:00

Confira os radares na BR-324
BR-324 Crédito: Marina Silva/CORREIO

As motocicletas seguem entre os veículos mais vulneráveis no trânsito das rodovias federais da Bahia. Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que, somente entre janeiro e dezembro do ano passado, foram registrados 1.658 sinistros envolvendo motos no estado. As ocorrências deixaram 1.863 pessoas feridas e provocaram 179 mortes.

O cenário permanece preocupante em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, a PRF contabilizou 555 sinistros envolvendo motocicletas nas rodovias federais baianas, com 655 feridos e 55 mortes. Segundo o levantamento, os casos representam quase metade de todos os sinistros registrados nas estradas federais da Bahia e mais de 30% das mortes no trânsito.

BR-324 por Marina Silva/CORREIO

As BRs 324, 116 e 101 concentram o maior número de colisões com motocicletas. Os trechos localizados em Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista aparecem entre os pontos com mais registros de acidentes envolvendo veículos de duas rodas.

O perfil das vítimas também chama atenção. De acordo com a PRF, 75% das pessoas envolvidas nos sinistros são homens. O balanço aponta ainda que 544 motociclistas flagrados nas ocorrências não possuíam habilitação para conduzir veículo automotor.

Entre as principais causas dos acidentes estão acessar a via sem observar a presença de outros veículos, responsável por 290 registros, ausência de reação do condutor, com 205 ocorrências, e reação tardia ou ineficiente, identificada em 168 sinistros. Segundo a PRF, os três fatores estão ligados, na maioria dos casos, à falta de atenção dos condutores, frequentemente associada ao uso do celular durante a condução.

Outro comportamento considerado de risco é a circulação de motocicletas no corredor entre veículos de grande porte, como ônibus e caminhões. Nas rodovias, essa prática se torna ainda mais perigosa por causa do deslocamento de ar e da velocidade dos veículos, aumentando o risco de perda de controle da moto e atropelamentos.

A corporação também alerta para o não uso ou uso inadequado do capacete, fator que eleva significativamente o risco de lesões graves e mortes em acidentes com motociclistas. Além do perigo, a prática configura infração de trânsito. Em 2025, a PRF registrou 3.923 autuações por falta de capacete entre ocupantes de motocicletas nas rodovias federais da Bahia.

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Br-324 Br-116 Br-101