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'Ser humano excepcional', diz Fernando Guerreiro ao descrever Jorge Ramos

Jornalista nos deixou na quinta-feira (4), vítima de um infarto enquanto se exercitava

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Publicado em 5 de abril de 2024 às 10:31

Jorge Ramos
Jorge Ramos Crédito: Reprodução

A morte inesperada do jornalista Jorge Ramos mexeu com a imprensa baiana. Jorginho, como era conhecido, nos deixou na quinta-feira (4), vítima de um infarto enquanto se exercitava. Ele chegou a ser socorrido para um hospital, mas não resistiu. O velório acontece às 12h30 e a cerimônia de cremação às 16h30, em Salvador, no cemitério Jardim da Saudade, e será aberta aos amigos e familiares.

Amigo de longa data, Fernando Guerreiro lamentou a passagem de Jorge Ramos. Para Guerreiro, "Jorginho Ramos era, acima de tudo, um ser humano excepcional, brilhante, que passou por todos os setores do jornalismo e da cultura, em Salvador".

O presidente da Fundação Gregório de Mattos lembra ainda que Jorge era, naturalmente, muito comunicativo, simpático e empático. "Ele deixa órfãos milhares de seguidores. Um professor nato, que sempre estava disposto a dividir, ensinar. Um exemplo de ser humano, que vai deixar saudade", concluiu.

Para a colega de profissão e de gestão na Associação Bahiana de Imprensa (ABI) Simone Ribeiro o jornalismo do nosso estado sente muito essa perda. Para além da atuação de Jorge na imprensa, ela destaca o exímio papel que ele desempenhou no resgate da nossa memória.

"Jorginho, além de grande jornalista e referência para várias geraões, vinha se dedicando à pesquisa realizando um grande trabalho como diretor da Biblioteca Ruy Brabosa, onde expressou muito bem sua faceta de estudioso e pesquisador", disse.

Ela conta ainda que, nos últimos anos, esse trabalho de ir atrás da nossa memória foi o que mais chamou a sua atenção na atuação de Jorge. "Todos nós devemos ter essa preocupação com o passado e Jorginho era muito voltado para a memória das nossas instituições e da cultura da Bahia", completou.

O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) publicou nota de pesar lamentando o falecimento do jornalista. "Neste momento de dor prestamos sinceras condolências aos familiares (Aninha, Diego e Desireé), amigos e admiradores de uma das personalidades mais educadas e atenciosas que tivemos o prazer de conviver e desfrutar do seu conhecimento e amizade. A Diretoria do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia decretou luto de 03 (três) dias pelo falecimento de Jorge Ramos".

Seu filho, Diego Ramos, disse que a história do pai se confunde com a história da televisão baiana. "Ele nasceu no ano que a TV chega na Bahia e acompanhou toda a evolução até os dias de hoje. Ele era um pai e um profissional exemplar, uma pessoa amorosa, equilibrada, adorado por todos que o conheciam. Um professor nato, que ajudou a formar várias gerações de jornalistas e ajudou a moldar o jornalismo baiano”, afirmou.

Jorginho foi presidente do Sindicato dos Jornalistas (Sinjorba) e trabalhou em diversos jornais e emissoras de televisão da Bahia, como a TV Bahia e a TV Santa Cruz, em Itabuna. Ele também foi professor na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da Faculdade 2 de Julho e atuou em diversas secretarias estaduais e foi subsecretário de comunicação de Salvador.