Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Perla Ribeiro
Publicado em 22 de outubro de 2025 às 20:04
Vítima de uma tentativa de estupro em Paris, na França, a estudante de contabilidade Jhordana Dias, 26 anos, diz que o episódio a "traumatizou para o resto da vida". "Nunca passei por uma situação parecida", desabafou, em entrevista ao Portal Terra. A brasileira volta do trabalho, na manhã do dia 16 de outubro, quando foi atacada dentro de um vagão vazio de um trem. O agressor esperou outros passageiros descerem do vagão e, quando ficou sozinho com a vítima, iniciou o ataque, próximo à estação Choisy-le-Roi, na capital francesa. >
Segundo a vítima, primeiro, o abusador tentou beijá-la a força. Como Jhordana não correspondeu, ele a mordeu e cortou a boca da jovem. Ela tentou lutar contra o criminoso, mas ele bateu nas proximidades de sua orelha, o que a deixou atordoada. Depois, deu tapas no rosto da vítima e a arranhou. Na sequência, tentou abaixar a calça da vítima e ainda a estrangulou.>
"Fisicamente eu estou melhor, emocionalmente eu não estou bem. Estou bem abalada. Eu nunca imaginei que iria passar uma situação dessa aqui, principalmente porque eu vim do Brasil com medo de um feminicídio. Eu tenho uma medida protetiva com o meu ex-companheiro", revelou a jovem ao Portal Terra. Natural de Goiânia (GO), ela ainda conseguiu registrar um vídeo do momento do crime. Nas imagens, é possível ver que o agressor usava roupas pretas e um boné. Ele fugiu após perceber que estava sendo filmado. >
A brasileira recebeu ajuda de uma mulher francesa que escutou seus gritos de outro vagão. "Graças a Deus, ela apareceu, o nome dessa mulher é Margarita, a gente mantém contato, só que ela não é brasileira, ela não fala português". A estudante de contabilidade disse ainda que não pode voltar para o Brasil, porque eu aqui também corre risco. "Aqui eu, pelo menos, tenho o apoio do meu irmão. Espero que encontre essa pessoa logo, que esse pesadelo passe. (...) A verdade é que o mundo não é seguro para uma mulher. Hoje em dia ser mulher é difícil", desabafa a vítima.>
Irmão de Jhordana, Cícero Júnior informou que o agressor não foi identificado e ainda continua foragido. Segundo ele, a polícia francesa tenta localizá-lo. "Nós escolhemos dois advogados que vão nos ajudar em todo esse processo, um advogado penal e outro advogado para a administração jurídica francesa", explica.>