Britânica que sumiu no Rio Solimões foi vítima de latrocínio, diz polícia

Adolescente de 17 anos, acusado de envolvimento no caso, foi apreendido

Publicado em 19 de setembro de 2017 às 19:03

- Atualizado há 10 meses

. Crédito: Reprodução/Twitter

A atleta britânica que desapareceu no Rio Solimões na última quarta-feira (13) foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), segundo a Polícia Civil do Amazonas. Emma Kelty, de 43 anos, viajava sozinha em um caiaque desde o mês passado. Ela saiu do Peru e teria entrado no Brasil pelo município de Tabatinga (AM), na tríplice fronteira, sumindo em uma área perto de Coari, a 363 quilômetros de Manaus.

Um adolescente de 17 anos, acusado de envolvimento no caso, foi apreendido e mais seis pessoas estão sendo procuradas. Ele contou em depoimento que a mulher estava acampando na Ilha do Boieiro, localizada em frente à Comunidade Lauro Sodré, quando foi abordada por um grupo que levou os pertences e o dinheiro da atleta. “Os sete infratores tentaram vender os objetos roubados da vítima, dentre eles dois aparelhos celulares, um tablet e uma câmera GoPro em comunidades dos municípios de Codajás e Coari”, disse a Polícia Civil.

Segundo o delegado Frederico Mendes, o adolescente informou ainda que a britânica foi atingida por dois tiros de espingarda calibre 20 e o corpo dela foi jogado no Rio Solimões.

Moradores da Comunidade Lauro Sodré também foram ouvidos e relataram que viram Emma Kelty ainda com vida. Eles encontraram a embarcação e objetos pessoais da britânica, como roupas e sapatos.

A atleta fez postagens na rede social Twitter antes de desaparecer, a última no próprio dia 13 de setembro que diz: “À 1h que mudança dramática em um dia... mas assim é o rio … cada quilômetro é diferente e apenas porque uma área é ruim não significa”. No dia 12, a esportista escreveu na rede social ter visto dezenas de homens "armados com rifles e flechas" em barcos. O local seria o mesmo onde um delegado também sumiu após um confronto com traficantes de drogas colombianos que atuam na área. O corpo dele nunca foi encontrado.

Por volta das 22h do dia 13, conforme relatou a Polícia Civil, uma empresa ligou para o Comando do 9° Distrito Naval informando que o localizador de emergência da atleta, que fazia canoagem esportiva no Rio Solimões, havia sido acionado. No dia seguinte (14), pela manhã, a Marinha e mergulhadores do Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas. O trabalho continua nas proximidades de onde o adolescente apontou que o grupo teria jogado o corpo da vítima.