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Carol Neves
Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 11:26
A Justiça chinesa executou, nesta quinta-feira (29), 11 pessoas condenadas por integrar organizações criminosas que atuavam a partir de Mianmar, com foco em golpes cibernéticos. As execuções ocorreram após autorização do Supremo Tribunal Popular, segundo informações divulgadas pela agência estatal Xinhua. >
De acordo com a imprensa oficial, a decisão foi cumprida por um tribunal da cidade de Wenzhou, na província de Zhejiang, no leste do país. “As execuções foram realizadas por um tribunal na cidade de Wenzhou, na província de Zhejiang, no leste da China, após receber a aprovação do Supremo Tribunal Popular”, informou a Xinhua.>
Entre os condenados estavam integrantes do grupo criminoso conhecido como “Família Ming”. As autoridades afirmam que as atividades da organização resultaram na morte de 14 cidadãos chineses e deixaram “muitos outros” feridos. Antes do cumprimento das penas, “os familiares próximos dos criminosos foram autorizados a se encontrar com eles antes da execução”, acrescentou a agência estatal.>
Segundo o relatório oficial, os 11 executados foram considerados culpados por uma série de crimes, entre eles “homicídio doloso, lesão corporal dolosa, cárcere privado, fraude e operação de cassinos”. O Supremo Tribunal Popular avaliou que as provas reunidas sobre os delitos praticados desde 2015 eram “conclusivas e suficientes”, conforme a Xinhua.>
As investigações estão ligadas à proliferação de centros de fraude pela internet em regiões fronteiriças de Mianmar descritas como áreas sem lei. Esses complexos fazem parte de uma indústria ilegal que movimenta bilhões de dólares e costuma empregar estrangeiros, inclusive muitos chineses.>
Relatos de vítimas indicam que diversos trabalhadores foram atraídos ou levados à força para esses locais, onde acabaram submetidos a tráfico humano e coagidos a aplicar golpes online. Nos últimos anos, Pequim ampliou a cooperação com países do Sudeste Asiático para desmontar essas estruturas criminosas, o que resultou na repatriação de milhares de pessoas para a China.>