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Nauan Sacramento
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 16:40
Cientistas atômicos ajustaram , nesta terça-feira (27), o "Relógio do Juízo Final" para a posição mais crítica de sua história. O marcador agora aponta 85 segundos para a meia-noite. Na metáfora usada por eles, a “meia-noite” é um ponto de destruição global, logo, quanto menor o número de segundos que a antecede, maior o perigo atual. >
Essa mudança representa um avanço de quatro segundos em relação à marcação do ano anterior, sinalizando um aumento na urgência global.>
O Boletim dos Cientistas Atômicos, organização sediada em Chicago, justificou a decisão apontando o comportamento agressivo de potências nucleares como Rússia, China e Estados Unidos. O enfraquecimento do controle de armas foi citado como um dos principais catalisadores para o risco de um desastre global.>
O grupo destacou o impacto dos conflitos armados na Ucrânia e no Oriente Médio, bem como as crescentes preocupações éticas e existenciais envolvendo a inteligência artificial e a popularização das ameaças de guerras nucleares.>
Criado originalmente em 1947, no auge das tensões da Guerra Fria, o relógio nasceu com o propósito de alertar a sociedade civil sobre quão perto o planeta está de uma destruição total.>
O anúncio deste ano contou com a participação de Maria Ressa, Nobel da Paz em 2021. Jornalista reconhecida por denunciar abusos de poder nas Filipinas, Ressa trouxe o foco para o papel da desinformação na segurança global. "Estamos vivendo um apocalipse da informação , impulsionado por uma tecnologia extrativista e predatória que espalha mentiras mais rápido do que fatos e lucra com a nossa divisão", afirmou a jornalista em seu comunicado. (linkar)>
Vale lembrar que o Boletim dos Cientistas Atômicos possui um legado histórico profundo, tendo sido fundado em 1945 por nomes icônicos da ciência como Albert Einstein e J. Robert Oppenheimer.>