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Estaleiro Enseada retoma operações com primeiro carregamento em Maragogipe

Retorno do projeto gerou cerca de 600 empregos diretos e até 900 indiretos

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 15:05

Retomada do estaleiro Enseada, no Recôncavo da Bahia
Retomada do estaleiro Enseada, no Recôncavo da Bahia Crédito: Wuiga Rubini/GOVBA

A retomada do estaleiro Enseada, em Maragogipe, no Recôncavo da Bahia, foi consolidada nesta segunda-feira (26) com o carregamento do 1º lote de 13 barcaças, no distrito de São Roque do Paraguaçu. O equipamento voltou a operar em 2025, com geração de cerca de 600 empregos diretos e até 900 indiretos. 

A construção das barcaças da LHG Mining está sendo realizada por quatro estaleiros brasileiros, localizados nas regiões Norte e Nordeste, incluindo o Enseada, um dos maiores do país, com capacidade de processar mais de 100 mil toneladas de aço por ano, operando também em exportação, importação e projetos voltados à energia renovável e hidrogênio verde. 

Estaleiro Enseada fica em Maragojipe por Divulgação

Em setembro do ano passado, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), aprovou a liberação de R$ 2,97 bilhões para a construção de seis navios especializados no combate a vazamentos de óleo no Estaleiro Enseada. A expectativa é que a construção dos equipamentos contribua para a geração de 6,7 mil empregos diretos.

Os recursos do Fundo foram solicitados pela empresa Compagnie Maritime Monegasque (CMM), que escolheu o estaleiro localizado às margens do Rio Paraguaçu. A Bahia recebeu mais da metade de todo o valor aprovado pelo fundo, que foi de R$ 4 bilhões para 14 projetos distribuídos em seis estados.

Também foram contemplados Pará, Santa Catarina, Amazonas, Rio de Janeiro e Pernambuco. As embarcações serão utilizadas para a renovação da frota afretada pela Petrobras