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Carol Neves
Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 15:42
Portugal segue como um dos destinos mais desejados por brasileiros que sonham em viver legalmente na Europa. No entanto, mudanças recentes nas regras de imigração e o rigor das autoridades portuguesas fazem com que erros aparentemente simples se tornem grandes obstáculos, resultando em exigências adicionais, suspensão do pedido ou até indeferimento do visto.>
De acordo com a advogada especialista em direito internacional Juciana Correa, a ausência de orientação profissional costuma ser determinante para o atraso nos processos. “O processo de obtenção de um visto em Portugal pode demorar bastante se você não tiver suporte profissional e, com isso, cometer alguns erros”, alerta.>
Portugal
Veja os erros mais comuns, segundo Correa: >
1. Documentação incompleta ou fora do padrão>
O envio incorreto de documentos está entre os problemas mais frequentes. Falta de apostilamento, certidões vencidas ou arquivos apresentados em formato diferente do exigido pelas autoridades portuguesas costumam gerar devoluções e novas solicitações, o que impacta diretamente o prazo de análise.>
“Apostilas ausentes, certidões vencidas e arquivos enviados fora do padrão exigido pelas autoridades portuguesas são causas frequentes de devoluções e exigências adicionais, o que pode atrasar o andamento por meses”, explica Juciana Correa.>
2. Erros no preenchimento dos formulários>
Outro entrave comum está nos formulários do processo. Dados divergentes, informações incompletas ou até falhas de digitação podem levar a questionamentos formais e travar o andamento do pedido até que tudo seja corrigido, aumentando o tempo de espera do solicitante.>
3. Desatenção às regras específicas do visto>
Cada tipo de visto possui critérios próprios, prazos e exigências que não podem ser generalizados. Ignorar essas particularidades costuma resultar em pedidos de complementação documental ou até na negativa do processo.>
“Não seguir essas normas à risca costuma resultar em indeferimentos ou pedidos de complementação documental”, destaca a advogada.>