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Notebooks podem ficar 40% mais caros em 2026

Crise na fabricação, encarecimento de memórias e priorização de chips para IA pressionam custos de produção

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 10 de março de 2026 às 18:01

O mercado mundial de computadores portáteis deve enfrentar um cenário de forte instabilidade ao longo de 2026. Segundo um novo relatório da consultoria especializada TrendForce, a combinação entre demanda instável e o aumento no custo de componentes essenciais pode resultar em uma alta de até 40% no preço final dos notebooks para o consumidor.

A elevação dos preços é impulsionada principalmente pelo encarecimento das memórias DRAM e dos chips de armazenamento NAND Flash. Em um notebook de categoria intermediária, com preço médio de 900 dólares (aproximadamente R$4.790), esses componentes representam cerca de 15% do custo total de fabricação. Com os novos reajustes, as fabricantes estão sendo forçadas a rever seus planos de compra para controlar os impactos na linha de produção.

Além das memórias, o custo dos processadores (CPUs) também registrou uma disparada. Observações da cadeia de suprimentos indicam que a Intel já aplicou aumentos acima de 15% em modelos de entrada e de gerações anteriores. A expectativa é de que novos reajustes atinjam as plataformas mais populares e intermediárias nos próximos meses.

Um fator determinante para o desequilíbrio do setor é a crescente demanda por chips voltados à Inteligência Artificial (IA). A priorização dessas plataformas nas fábricas está reduzindo a disponibilidade de processadores comuns para notebooks tradicionais.

Grandes marcas globais conseguem garantir contratos de fornecimento preferenciais, mas fabricantes menores enfrentam dificuldades crescentes para manter preços competitivos, o que pode levar a uma concentração de mercado e menor variedade de modelos acessíveis.

Até o momento, não há previsão de melhora nos indicadores de custos. O desafio das empresas para o restante de 2026 será equilibrar a balança de gastos internos para evitar que o repasse integral da alta chegue ao bolso do público final, embora a pressão inflacionária no setor de tecnologia seja considerada alarmante por analistas.

Tags:

Comércio Mercado Tecnologia Aumento Preços