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Perla Ribeiro
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 11:22
Um cirurgião famoso por atender ricos e celebridades foi condenado a 1 ano e 3 meses de prisão e proibido de exercer a medicina após a morte de um bilionário submetido a um procedimento para aumento do pênis. A morte ocorreu quando Guy H., como o médico é conhecido, fazia um procedimento de aumento peniano no negociante de diamantes belga-israelense Ehud Arye Laniado, que tinha 65 anos, na clínica estética Saint-Honoré-Ponthieu, em Paris (França).>
A morte ocorreu em março de 2019, mas a sentença da condenação só saiu após um longo processo, finalizado nessa quarta-feira (28). O médico tratava o negociante de diamantes de duas a quatro vezes por ano, em procedimentos que custavam dezenas de milhares de euros. Porém, durante o último procedimento, que foi realizado fora do horário comercial, o bilionário acabou sofrendo uma parada cardíaca e morrendo. >
Inicialmente, o caso foi tratado como homicídio culposo, mas as investigações se voltaram para omissão de socorro, crimes relacionados a drogas e exercício ilegal da medicina. O médico que ajudava Guy H. na cirurgia também foi condenado a 12 meses de prisão, mas a pena foi suspensa. Ele também foi banido de exercer a medicina.>
"Quando os investigadores analisaram a causa da morte, a injeção no pênis foi rapidamente descartada. A questão que permaneceu foi por que o cirurgião fez um primeiro pedido de ajuda às 20h, antes de um segundo telefonema, desta vez para o corpo de bombeiros, duas horas depois", disse uma fonte ao jornal "Le Parisien". >
Os réus alegaram inicialmente que o primeiro telefonema foi feito devido ao "comportamento irritado" de Ehud e à sua insistência em receber as injeções, apesar de se queixar de dores abdominais. "É fácil dizer em retrospectiva que o ataque cardíaco começou ali, mas, como o paciente tinha uma úlcera, era impossível considerar um problema cardíaco, e os serviços de emergência não teriam sido acionados para um problema tão pequeno", acrescentou a fonte.>
Um médico parisiense disse ao jornal, sob anonimato, que a morte não foi uma surpresa. "Esse caso não surpreende ninguém. Nesses altos escalões da cirurgia plástica, eles frequentemente flexibilizam as regras", declarou. O advogado de Guy H., Martin Reynaud, tenou minimizar o episódio durante o julgamento: "Esse incidente cardíaco poderia ter acontecido em qualquer lugar, até mesmo numa pizzaria. O pizzaiolo teria sido processado nesse caso?">