Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Wendel de Novais
Publicado em 24 de abril de 2026 às 08:48
O enviado especial para assuntos globais do governo de Donald Trump, Paolo Zampolli, fez declarações ofensivas contra mulheres brasileiras durante entrevista à emissora italiana RAI. As falas repercutiram negativamente por conterem ataques generalizados e conteúdo considerado misógino. >
Durante a conversa, Zampolli citou a ex-companheira, a brasileira Amanda Ungaro, ao afirmar que mulheres do Brasil seriam "programadas" para causar conflitos. "As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira", disse o conselheiro. >
Paolo Zampolli fez ataque contra mulheres brasileiras
Na sequência, ao ser questionado por um jornalista italiano se esse comportamento teria relação com uma "questão genética" das brasileiras "para extorquir?", Zampolli negou, mas reforçou o ataque: afirmou que as "mulheres brasileiras são programadas para causar confusão". >
As declarações se tornaram ainda mais agressivas quando ele comentou sobre uma suposta amiga da ex-esposa. Questionado sobre quem seria, respondeu de forma hostil, mencionando uma mulher identificada apenas como “Lidia”. Em seguida, disparou: "uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais". >
Os insultos continuaram mesmo quando ele aparentemente acreditava não estar sendo gravado. Em tom ainda mais agressivo, completou: "Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca". Até o momento, nem a Casa Branca nem Paolo Zampolli se pronunciaram oficialmente sobre o conteúdo da entrevista. Zampolli e Amanda Ungaro mantiveram um relacionamento por cerca de duas décadas e tiveram um filho, atualmente com 15 anos.>
A guarda do adolescente é alvo de disputa judicial nos Estados Unidos. Segundo Amanda, ela conheceu o empresário em 2002, em uma casa noturna em Nova York, quando tinha 18 anos, enquanto ele tinha 32. A brasileira também acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica. De acordo com o relato, as agressões foram determinantes para o fim do relacionamento e o pedido de divórcio.>