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Guerra à vista? Dinamarca envia tropas à Groenlândia em meio à pressão de Trump por controle da ilha

Movimento marca reforço militar com apoio da Otan após declarações do presidente dos EUA

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 08:40

Groelândia é centro de conflito
Groelândia é centro de conflito Crédito: Shutterstock

O aumento da tensão em torno da Groenlândia ganhou um novo capítulo com a chegada de militares dinamarqueses ao território. No fim da noite de quarta-feira (14), uma aeronave da Força Aérea Real da Dinamarca aterrissou em Nuuk, capital da ilha, trazendo os primeiros soldados desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a defender publicamente que Washington assuma o controle da região.

Vídeos e imagens feitos por agências de notícias registraram o pouso do avião e o desembarque de militares usando camuflagem. Segundo o Comando Ártico Conjunto, esse grupo inicial tem a função de estruturar a operação para a chegada de novos contingentes e dar suporte logístico à realização de exercícios militares no Ártico.

O envio das tropas ocorre no momento em que a Dinamarca e o governo local da Groenlândia anunciam um reforço da presença militar na ilha e em áreas próximas, em coordenação direta com aliados da Otan. A iniciativa marca uma resposta às recentes declarações do governo americano sobre a importância estratégica do território.

Reação europeia e pressão dos Estados Unidos

Além da Dinamarca, outros países da aliança militar atlântica confirmaram que vão atuar na Groenlândia. Alemanha, França, Suécia e Noruega anunciaram o envio de soldados, com previsão de chegada a partir desta quinta-feira (15). Embora a ilha tenha autonomia, a responsabilidade pela defesa continua sendo da Dinamarca.

De acordo com o governo alemão, militares de reconhecimento serão deslocados para avaliar possíveis contribuições à segurança regional. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, informou que tropas do país participarão de exercícios conjuntos liderados pela Dinamarca, batizados de “Resistência Ártica”.

As movimentações militares acontecem enquanto Donald Trump reforça o discurso de que a Groenlândia é fundamental para a segurança dos Estados Unidos. O presidente afirmou que não confia na Dinamarca para proteger a ilha e declarou que “todas as opções estão sobre a mesa” para garantir o controle do território, sem descartar uma ação militar.

Apesar disso, Trump disse acreditar que “algo vai dar certo” em relação ao futuro governo da Groenlândia. Do lado dinamarquês, a avaliação é diferente. Após uma reunião em Washington com autoridades americanas, o governo da Dinamarca afirmou que permanece um impasse sobre o tema.

Nesta quinta-feira, a primeira-ministra Mette Fredericksen declarou que as ambições do presidente dos EUA em relação à Groenlândia seguem “intactas”. Ainda assim, os dois países concordaram em criar um grupo de trabalho para tratar das preocupações de segurança levantadas por Washington.

A Groenlândia, por sua vez, tem adotado um discurso cauteloso. A ministra das Relações Exteriores do território, Vivian Motzfeldt, afirmou que o governo local deseja ampliar a cooperação com os Estados Unidos, mas ressaltou que a ilha não quer ser controlada por outro país.

Tags:

Donald Trump Guerra