Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Nissan prepara saída de país após fechamento de fábrica histórica

Empresa busca compradores para assumir a operação na Argentina

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 28 de abril de 2026 às 08:00

Nissan Frontier era produzida na Argentina e exportada para o Brasil. Agora picape é fabricada no México
Nissan Frontier era produzida na Argentina e exportada para o Brasil. Agora picape é fabricada no México Crédito: Divulgação /Nissan

A Nissan confirmou que está em negociação para transferir sua operação comercial na Argentina aos grupos SIMPA e Tagle, em mais um movimento de reorganização na região. A iniciativa ocorre após o encerramento da produção da picape Frontier no país e faz parte de uma estratégia mais ampla de simplificação das operações na América Latina.

A empresa informou que firmou um memorando de entendimento com os dois grupos para estudar a adoção de um modelo baseado em distribuição local. Na prática, isso pode significar o fim da atuação direta da subsidiária argentina, com a marca passando a operar por meio de parceiros no mercado.

O processo ainda está em fase de análise, incluindo avaliações comerciais, jurídicas e operacionais. A montadora ressalta que não há decisão final tomada até o momento.

VW/GOL por Reprodução

Mesmo com as negociações em andamento, a companhia afirma que suas atividades seguem sem mudanças para o consumidor. “As operações comerciais da Nissan na Argentina continuarão se desenvolvendo com normalidade, mantendo a comercialização de seu portfólio de produtos, o lançamento de novos modelos e a prestação dos serviços de atendimento e pós-venda”.

Novo modelo

A proposta  prevê que a Argentina adote um formato já utilizado em outros países da região, com foco na importação e distribuição de veículos. Esse modelo integra a estratégia global da empresa para tornar suas operações mais enxutas em mercados considerados não prioritários para produção local.

A mudança ocorre na sequência do encerramento da fabricação da Frontier na planta de Santa Isabel, em Córdoba. A produção da picape começou em 2018, em uma linha compartilhada com a Renault, e foi oficialmente encerrada em 9 de outubro de 2025, após anúncio feito meses antes.

Desde então, a Nissan deixou de atuar como fabricante no país e passou a operar apenas com veículos importados. A unidade industrial permaneceu sob controle da Renault, que manteve suas atividades no complexo.

Segundo a empresa, a reestruturação está alinhada ao plano global Re:Nissan, voltado a aumentar a competitividade e revisar a atuação em diferentes mercados. “Por meio do seu plano de reestruturação Re:Nissan, a companhia continua avançando no fortalecimento de sua competitividade, na otimização de seu portfólio de produtos e na incorporação de tecnologias de próxima geração”.

A montadora não detalhou prazos para a conclusão das negociações nem possíveis impactos administrativos da mudança na Argentina.

Outros países

Na América Latina, a estratégia já foi aplicada recentemente em outros países. Em janeiro de 2026, Chile e Peru passaram a ter suas operações comerciais conduzidas pelo grupo Astara, adotando o mesmo modelo de importação e distribuição.

Esses mercados passaram a integrar a divisão responsável por países importadores da marca na região, que reúne atualmente 36 mercados latino-americanos atendidos sem operação direta da montadora.

Os grupos SIMPA e Tagle, que negociam com a Nissan, atuam no setor automotivo argentino, com presença em representação de marcas e redes de concessionárias. Caso o acordo avance, eles poderão assumir conjuntamente a distribuição da marca no país.

Até a definição do futuro da operação, a empresa garante que não haverá interrupções no atendimento ao público nem mudanças imediatas na rede de concessionárias, responsável por vendas, revisões e fornecimento de peças.