Bahia mira contratações pontuais e espera colher frutos no sub-23

e.c. bahia
08.01.2020, 05:00:00
Roger Machado deve ganhar entre dois e quatro reforços para as competições do primeiro semestre (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

Bahia mira contratações pontuais e espera colher frutos no sub-23

Tricolor projeta trazer no máximo mais quatro reforços neste início de temporada

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

O torcedor que esperava por um pacotão de contratações talvez tenha se sentido frustrado com os primeiros dias do Bahia na temporada 2020. O tricolor se apresentou para o novo ano com apenas três caras novas: o volante Jádson, o meia Daniel e o atacante Clayson. Metade do que foi apresentado pelo clube na virada de 2018 para 2019.

O baixo número de contratações até aqui tem uma explicação. Com a base mantida do ano passado, o Esquadrão tem mapeado o mercado e, pelo menos por enquanto, aposta em contratações pontuais para qualificar o elenco do técnico Roger Machado.

“Estamos investindo em contratações pontuais, em peças que acreditamos que podem acrescentar no nosso elenco. Tem uma coisa que é muito importante, que é a manutenção da comissão técnica, de grande parte do elenco. Isso faz diferencial no trabalho. Teremos uma continuidade no trabalho. Sem dúvida a gente acumula experiência, aprende com o que aconteceu no ano passado e tem tudo para evoluir”, argumentou Diego Cerri, diretor de futebol do Bahia. 

Diante desse cenário, a intenção da diretoria é fazer no máximo mais quatro contratações nesse primeiro momento do ano, quando disputará a Copa do Nordeste e as primeiras fases das Copas do Brasil e Sul-Americana - o Campeonato Baiano será disputado com os aspirantes.

Os olhos do Esquadrão estão voltados para os setores mais carentes do elenco, e um dos problemas está na lateral esquerda. O time começa o ano com Moisés e Giovanni.

Enquanto o segundo não agradou na temporada passada e não vai ter o vínculo que se encerra em maio estendido, Moisés tem propostas de outros clubes e a saída dele não está descartada.

Além disso, Roger Machado quer contar com um jogador com características diferentes do camisa 6. A intenção do treinador tricolor é ter no elenco um lateral de perfil construtor, mais ofensivo, que faça com qualidade o jogo apoiado pregado por ele.

Outro foco de atenção da diretoria está no meio-campo. Calcanhar de Aquiles do time na temporada passada, o Bahia ainda busca jogadores para armar a equipe. Além do recém-contratado Daniel, Roger conta apenas com Marco Antônio no setor. O meia Régis voltou de empréstimo do Corinthians e tem treinado com o elenco, mas está com a situação indefinida e pode deixar o clube. 

Outra lacuna está no ataque. As saídas de Lucca, repassado para o Al-Khor, do Catar, e Rogério, emprestado ao Ceará, forçam o Esquadrão a buscar atacantes que atuem pelos lados do campo. Clayson foi o único que chegou.

Aliado a todo esse contexto, o time de transição, que vai disputar o Campeonato Baiano,  também será crucial para as movimentações do Bahia no mercado. A ideia é analisar as peças que fazem parte da equipe durante o estadual para saber com quem poderá contar ao longo do restante da temporada.

“Precisamos ver esses jogadores, como eles vão se comportar. Hoje, começamos com 22 atletas no elenco principal. Devemos fazer mais duas, três ou quatro contratações. E esperar o movimento e o comportamento do time B, o rendimento desses atletas, para fazer algo que a gente é muito cobrado, que é priorizar espaço para atletas revelados pelo Bahia”, afirmou o presidente Guilherme Bellintani.

“A gente tem sido cobrado por isso e decidimos, por todas as circunstâncias, fazer contratações mais pontuais, aguardar o time B e as categorias de base para fazer a composição geral do elenco com no máximo 30 jogadores. Está passada a mensagem que vamos com calma no mercado”, completou.

O torcedor que estava esperando por um pacotão de contratações talvez tenha se sentido frustrado com os primeiros dias do Bahia na temporada 2020. O tricolor se reapresentou para o novo ano com apenas três caras novas: o volante Jádson, o meia Daniel e o atacante Clayson, metade do que foi apresentado pelo clube na virada de 2018 para 2019.  

O baixo número de contratações até aqui tem uma explicação. Com a base mantida do ano passado, o Esquadrão tem mapeado o mercado e aposta em contratações pontuais que qualifiquem o elenco do técnico do técnico Roger Machado.

“Estamos investindo em constatações pontuais, de peças que acreditamos que podem acrescentar no nosso elenco, tem uma coisa que é muito importante, que é a manutenção da comissão técnica, de grande parte do elenco. Isso faz diferencial no trabalho. Teremos uma continuidade no trabalho. Sem dúvida a gente acumula experiência, aprende com o que aconteceu no ano passado e tem tudo para evoluir”, explicou Diego Cerri, diretor de futebol do Bahia.

Diante desse cenário, a intenção do tricolor é a de fazer no máximo mais quatro contratações para esse primeiro momento do ano, quando disputará a Copa do Nordeste e as primeiras fases das Copas do Brasil e Sul-Americana.

Os olhos do Esquadrão estão voltados para os setores mais carentes do elenco. Um dos problemas está na lateral esquerda. O time começa o ano com Moisés e Giovanni. Enquanto o segundo não agradou na temporada passada e não vai ter o vínculo que se se encerra em maio estendido, Moisés tem propostas de outros clubes e a sua saída não está descartada.

Além disso, Roger Machado quer contar com um jogador com características diferentes do camisa 6. A intenção do treinador tricolor é ter no elenco um lateral construtor, que consiga fazer com qualidade o jogo apoiado pregado por ele.

Outro foco de atenção da diretoria tricolor está no meio-campo. Calcanhar de Aquiles do time na temporada passada, o tricolor ainda busca jogadores com a função armar a equipe. Além do recém contratado Daniel, Roger conta apenas com Marco Antônio no setor. O meia Régis voltou de empréstimo do Corinthians e vem treinando com o elenco, mas ainda tem situação indefinida e pode deixar o clube.

Outra lacuna aberta está no ataque. As saídas de Lucca, liberado, e Rogério, emprestado ao Ceará, vão forçar o tricolor a buscar atacantes que atuem pelos lados do campo.

Aliado a todo esse contexto, o time de transição, que vai disputar o campeonato baiano,  também vai ser crucial para as movimentações do Bahia no mercado. O tricolor vai analisar as peças que fazem parte da equipe durante o estadual para saber com quem poderá contar ao longo da temporada.

“Precisamos ver esses jogadores, como eles vão se comportar. Hoje, começamos com 22 atletas no elenco principal. Devemos fazer mais duas, três ou quatro contratações. E esperar o movimento e o comportamento do time B, o rendimento desses atletas. Para fazer algo que a gente é muito cobrado, que é priorizar espaço para atletas revelados pelo Bahia. A gente tem sido cobrado por isso, e decidimos, por todas as circunstâncias, fazer contratações mais pontuais, aguardar o time B e as categorias de base para fazer a composição geral do elenco com no máximo 30 jogadores. Está passada a mensagem, que vamos com calma no mercado”, afirmou o presidente Guilherme Bellintani.  

Movimento diferente
Para Guilherme Bellintani, além da base garantida dar um respiro para a diretoria fazer as contratações certas, o mercado do futebol brasileiro vive um momento diferente dos últimos anos, sem grandes anúncios e com maior responsabilidade.

“É preciso que a gente compreenda três coisas importantes nesse planejamento de elenco para 2020. A primeira é que o mercado está em fase diferente dos últimos anos. Pouco movimento, pouco investimento. Fruto da crise financeira que os clubes vivem e avanço, mesmo que tímido, de maior responsabilidade dos clubes. Não há contratações de números exagerados, anormais. É uma virada de ano diferente dos anteriores. Clubes fazendo trocas, contratações pontuais. Essa é a característica do mercado para 2020”, disse Bellintani.

A segunda é próprio momento do Bahia, com elenco mais estabilizado, contratos mais longevos, atletas identificados com o clube, que querem ficar no clube por mais tempo. Isso faz com que a gente tenha um movimento menor que nos últimos anos”, finalizou.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas