Com 39% de aproveitamento, trabalho de Mano não engrena no Bahia

e.c. bahia
15.12.2020, 05:00:00
Mano tem desafio para manter Bahia vivo na Sul-Americana e livrar time da queda no Brasileiro (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

Com 39% de aproveitamento, trabalho de Mano não engrena no Bahia

Tricolor completou quarta derrota seguida no Brasileirão e tem parada dura na Sul-americana

Perto de completar 100 dias no comando do Bahia, o rendimento do trabalho de Mano Menezes passa longe do que era esperado no clube.

Na balança do que tem sido o time na ‘Era Mano’, o tricolor tem vivido um momento de extremos em campo. No Campeonato Brasileiro, por exemplo, somou só um empate nos 17 jogos em que esteve sob o comando do treinador.

O problema é que o peso maior tem ficado no lado das derrotas. Foram 10 duelos perdidos, contra seis vencidos na competição sob comando do treinador. Dos 51 pontos disputados, a equipe conquistou 19. Um aproveitamento de apenas 37,2%.

A conta leva em consideração os jogos disputados pelo Bahia na Série A desde que Mano estreou como técnico, na derrota de 1x0 para o Atlético-GO, na 10ª rodada.

O reflexo desse aproveitamento ruim aparece diretamente na tabela de classificação. Com 28 pontos em 25 rodadas, o Esquadrão se vê cada vez mais perto da zona de rebaixamento. É o 16º, e a distância para o Vasco, logo abaixo e dentro do Z4, é de três pontos. O time carioca tem um jogo a menos - mas com duas vitórias a menos.

Levando em consideração Brasileirão e Sul-Americana, aí o rendimento do treinador fica um pouco melhor. Até aqui foram 22 jogos, com oito triunfos, dois empates e 12 derrotas. Desempenho de 39,4%.

Por fala em Sula, o tricolor vai tentar dar a volta por cima na quarta-feira (16). Precisa superar a má fase e quebrar o jejum de cinco jogos sem vencer para ter chance de garantir uma vaga inédita na semifinal da competição internacional.

Como perdeu o jogo de ida das quartas de final para o Defensa y Justicia por 3x2, na Fonte Nova, o Esquadrão precisa reverter a vantagem no estádio Norberto Tomaghello, em Florencio Varela, na Grande Buenos Aires.

O Bahia necessita vencer por dois gols de diferença. Sob o comando de Mano, a vitória nesses termos foi conquistada em três oportunidades: 3x0 sobre o Vasco, 3x1 diante do Atlético-MG e 4x0 contra o Melgar-PER. Todas como mandante.

O clube pode avançar ainda se vencer por um gol de diferença, desde que balance as redes pelo menos quatro vezes (4x3 em diante). A última vez que o Bahia fez quatro gols em uma partida foi em julho, quando venceu o Náutico por 4x1, na primeira fase da Copa do Nordeste, ainda sob o comando de Roger Machado.

E a defesa, Mano?
Um ponto frágil da equipe é a quantidade de gols sofridos. Apesar de ter se apresentado como “a pessoa certa” para estancar a sangria na defesa, o trabalho de Mano Menezes até aqui ainda não surtiu efeito nesse aspecto.

Nos 22 jogos, o gol foi vazado 32 vezes - média de 1,4 gol sofrido por partida. No Brasileiro, por exemplo, o Esquadrão levou 12 gols nos últimos quatro duelos, o que representa média de três sofridos por jogo.

A facilidade que os adversários têm para balançar as redes explica a marca negativa que o time ostenta no nacional. O Bahia é o dono isolado da defesa mais vazada entre os 20 clubes da primeira divisão. Foram 42 gols sofridos em 25 jogos. O Goiás, vice-lanterna, aparece na segunda colocação, com 40, enquanto Ceará, Vasco e o lanterna Botafogo fecham o top-3 negativo com 36 gols sofridos cada.

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