Como em 2020, transição do Bahia tem missão de 'dar troco' no Ba-Vi

e.c. bahia
16.03.2021, 05:00:00
Cláudio Prates orienta Raniele durante treino do time de transição do Bahia (Felipe Oliveira/EC Bahia)

Como em 2020, transição do Bahia tem missão de 'dar troco' no Ba-Vi

Time sub-23 encara o Leão no clássico pelo Campeonato Baiano

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A rivalidade entre Bahia e Vitória vive dias de intensidade. Depois do primeiro encontro na temporada, sábado, pela Copa do Nordeste, tricolores e rubro-negros voltam a medir força quarta-feira (17). A partida está marcada para as 18h, pela 5ª rodada do Campeonato Baiano, e terá mando de campo do Bahia, no estádio de Pituaçu.

Dessa vez, os jogadores mais tarimbados do tricolor saem de cena e dão a chance para os atletas mais jovens. Diferentemente do primeiro clássico, em que utilizou o time principal, agora o Bahia vai ser representado pela equipe de transição, treinada por Cláudio Prates e que vem disputando o estadual.

Assim, é do time sub-23 a missão de dar o troco no Vitória e descontar a derrota de 1x0 na partida no Barradão. Por sinal, ser encarregado dessa tarefa não é uma novidade para o time alternativo do Bahia. 

Foi utilizando a equipe de transição que o clube conquistou seu último triunfo em Ba-Vis. E em um cenário bem parecido com o que se desenhou agora. No ano passado, o time que ainda tinha Dado Cavalcanti como treinador desbancou o maior rival e venceu no Barradão por 2x1, com direito a gol marcado aos 49 minutos do segundo tempo, também pelo Baianão. 

Como agora, o Bahia vinha de derrota para o Vitória – o elenco principal havia perdido o clássico pelo Nordestão, por 2x0, na Fonte Nova. O triunfo no Barradão evitou o domínio rubro-negro nas estatísticas. Sem ele, o Leão somaria agora seis jogos sem perder do tricolor, revertendo a invencibilidade que era do Esquadrão. 

Na análise do volante Raniele, a derrota do time principal aumenta a pressão sobre a equipe de transição, mas ele garante que o grupo está focado no duelo para conquistar o resultado positivo em casa.  

“O fato de ter perdido o jogo de sábado, lógico, aumenta um pouco mais a pressão. Mas não é um desespero. Aumenta a pressão pela cobrança da gente. A gente sabe que pode mais, poderia ter saído com a vitória. Aumenta a importância do jogo, mas não é algo que vai desesperar a gente na partida”, analisou o camisa 14.

Raniele, inclusive, será uma das novidades do Bahia no clássico. Destaque do time nos primeiros jogos, ele sofreu uma lesão e desfalcou a equipe nos últimos compromissos. Recuperado, ele garante que não vai faltar empenho para vencer.

“A torcida pode esperar da gente o que a gente demonstra. Um empenho imenso, a nossa garra, nossa vontade, dedicação de representar o Bahia. Pelo resultado de sábado deu para estudar um pouco mais a equipe do Vitória, saber onde errou no sábado e corrigir para quarta-feira. O lado positivo da derrota foi a gente poder ter mais tempo para estudar o Vitória”, entende o volante.

 Alerta ligado
 Fora a busca pela vitória no clássico por tudo que a rivalidade representa, vencer o Ba-Vi é importante para melhorar a situação tricolor na tabela do estadual. Com quatro pontos em quatro jogos, o Esquadrão é o sétimo colocado, fora da zona de classificação para as semifinais. Uma derrota ou empate em Pituaçu pode complicar os planos do time em se garantir na fase mata-mata para tentar o tetracampeonato. A primeira fase tem nove rodadas.

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