Concurso para defensor público da DPE-BA teve concorrência de 367 candidatos por vaga

salvador
01.08.2021, 23:39:00
Atualizado: 01.08.2021, 23:40:13
(Divulgação/DPE-BA)

Concurso para defensor público da DPE-BA teve concorrência de 367 candidatos por vaga

Saiba quando e onde será divulgado gabarito e quais serão as próximas etapas

Com recorde de candidatos inscritos e concorrência de 367 pessoas por vaga, aconteceu na manhã deste domingo (1) o 8º concurso para defensor público da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA). São 18 vagas iniciais e criação de cadastro reserva. De acordo com o edital, a publicação do gabarito da prova objetiva seletiva deste domingo está prevista para o dia 3 de agosto (terça-feira) no site da Fundação Carlos Chagas (FCC), responsável pelo certame. O concurso tem ainda prova discursiva, prova oral e envio de documentos. O resultado final está previsto para março de 2022. 

O maior número de inscritos até então era do certame de 2016, com 6.571. Neste ano, foram exatos 8.802 candidatos inscritos. Desses, 6.608 realizaram a prova, o que representa um índice de 75,04% de presença. Com 2.198 faltosos, foi contabilizado um total de 24,96% de ausentes na avaliação.

Das 18 vagas iniciais, 12 estão distribuídas para ampla concorrência, cinco reservadas à população negra e uma vaga para pessoas com deficiência. Uma das novidades do concurso são as vagas previstas para as pessoas de origem indígena, que serão ofertadas quando o total de vagas supridas (somando as iniciais e as que surgirem durante o prazo de validade) chegarem 26.

O concurso para a carreira defensorial tem quatro etapas eliminatórias e/ou classificatórias. Além da prova objetiva seletiva deste domingo, também estão programadas as seguintes etapas: provas discursivas de caráter específico, que acontecerão nos dias 2 e 3 de outubro de 2021; prazo para envio das comprovações para a avaliação de títulos, de 6 a 10 de janeiro de 2022; e ainda a prova oral, entre os dias 15 a 17 de janeiro de 2022. A previsão é que o resultado final seja publicado no dia 17 de março de 2022.

A validade do concurso é de dois anos, a partir da homologação do resultado final e pode ser prorrogado, a critério da DPE-BA, por igual período.

A prova da primeira etapa, que teve cinco horas de duração, foi aplicada em sete locais da capital baiana: Centro Universitário Unijorge – Campus Paralela; Universidade Católica de Salvador – Campus Federação; Universidade Católica de Salvador – Campus Pituaçu; Fundação Visconde de Cairu, nos Barris; Centro Universitário Estácio da Bahia – Campus Gilberto Gil, no Stiep; Uninassau – Campus Mercês, nos Barris; e Colégio Estadual Raphael Serravalle, na Pituba.

O candidato João Paulo, mineiro radicado no interior da Bahia, já foi estagiário da Defensoria Pública de Minas Gerais, se apaixonou pelo órgão e, quando veio para a Bahia, resolveu prestar o concurso. “Durante o estágio, pude me identificar com a profissão de defensor, no sentido de atender as pessoas mais necessitadas. Quando me mudei para a Bahia, me identifiquei ainda mais. De onde venho existem pessoas carentes, mas no interior da Bahia essa quantidade de carência que vemos é até maior. Pude ver de perto as necessidades das pessoas e seria motivo de dignidade pessoal poder atender essa população”, diz ele.

A aplicação da prova foi acompanhada pela comissão responsável pelo concurso, a qual é presidida pelo defensor público geral da Instituição, Rafson Ximenes. também compõem a comissão do VIII concurso da DPE/BA a subdefensora pública geral, Firmiane Venâncio; o diretor da Escola Superior da Defensoria (Esdep), Clériston Cavalcante;as defensoras Flavia Apolônio, Ananda Benevides e Larissa Guanaes; o defensor João Tibau; além do representante da OAB/BA, Luiz Gabriel Batista. 

Além do número recorde de inscrições no concurso, também foi recorde o número de pessoas que obtiveram isenção nas taxas de inscrições: 2.005 candidatos(as). Esta edição contou ainda um curso preparatório oferecido gratuitamente pela Defensoria, que reservou vagas para pessoas pretas e pardas, indígenas, pessoas com deficiência, travestis e transexuais, advogados populares e/ou militantes em organizações de defesa dos direitos humanos, servidores e estagiários da Defensoria, além de ampla concorrência.
 

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