Conheça o Golfo da Tailândia: arquipélago tem praias paradisíacas e agitação noturna

turismo
09.07.2017, 06:33:00
Atualizado: 10.07.2017, 09:39:59

Conheça o Golfo da Tailândia: arquipélago tem praias paradisíacas e agitação noturna

Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao são opções para fugir das chuvas de maio a julho em Phuket, Krabi e Ko Phi Phi

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Parque Nacional Marinho de Ang Thong: arquipélago tem 42 ilhas e fica a menos de uma hora de lancha, partindo de Samui  (Foto: Verena Paranhos)

Suntuosos templos budistas, feiras de rua, gastronomia dos “deuses”, casas de massagem, festas à beira-mar, praias de águas cristalinas e areia branquinha a perder de vista. É o que a gente imagina quando pensa em Tailândia, uma das maravilhas do Sudeste Asiático. E dá para ter tudo isso em uma viagem de poucos dias. Basta escolher o arquipélago do Golfo da Tailândia, onde estão as ilhas Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao.

Apesar de, por aqui, a costa leste do país não ser tão conhecida como os balneários da costa oeste - Phuket, Krabi e Ko Phi Phi -, a região não fica devendo nada para quem quer curtir uma temporada de sol.

Se eu não tivesse tanto medo de que as monções (ventos sazonais) jogassem tanques de água fria nos sonhados dias de mansidão à beira-mar, provavelmente também teria preferido os destinos mais famosos e as concorridas  fotos a la Leonardo DiCaprio no filme A Praia, em Maya Bay.

Como entre maio e julho são esperadas chuvas torrenciais na costa oeste, investi todas as fichas no Golfo da Tailândia, onde a estação molhada acontece de agosto a dezembro. E não me arrependi. Além do bronzeado, encontrei uma série de atividades no mar e em terra firme.

Para aproveitar, escolha uma das três ilhas (koh, em tailandês) para se hospedar - Samui, Phangan ou Tao - e explore as outras em passeios. É melhor do que ficar quicando entre elas e perder tempo com deslocamento de lancha, catamarã ou ferry boat, check in e check out.

Na hora de decidir onde fincar a âncora, leve em conta o seu perfil, pois existem opções para todos os gostos, idades e tipos de viajantes. A missão é difícil, mas fica levinha se você pensar que qualquer uma delas terá praias paradisíacas te esperando.

Não deixe de visitar, em Samui, o Big Buddha: 15 m de altura e uma bela vista
(Foto: Verena Paranhos)

Samui: tudo num lugar só
A maior Com uma área de 228 km² e 60 mil habitantes, Samui é a maior das três principais ilhas do arquipélago e terceira do país. Foi descoberta pelo turismo nos anos 1980 e, de lá pra cá, desenvolveu uma boa estrutura para receber gente do mundo inteiro.

Variedade Além de belas praias, a ilha Samui tem muitas opções de diversão e passeios para agradar a todos os públicos. Quer ver? Mergulho, golfe, show de macacos, passeio de elefante, safari com 4x4, trilhas, cachoeiras, shopping center (Chaweng), parque aquático, mercado de rua (Nathon), bungee jumping, kart, paint ball, ginásio para assistir lutas de muay thai, aula de culinária tailandesa... tudo isso você encontra na ilha.

Muito ouro Como nem só de praia vive o turismo na Tailândia, também dá para conhecer alguns templos budistas em Samui. O Bid Buddha (ou Buda Gigante) é a principal atração: tem 15m de altura e fica de costas para uma pequena baía, em Bophut. A composição de mar e ícone budista tem um resultado impressionante, principalmente no pôr do sol. A menos de cinco minutos a pé, você encontra o Wat Plai Laem, um grande complexo de influência chinesa, que inclui templo, imagens de Buda, Ganesha e da Deusa de 18 braços. Já no Wat Khunaram é curioso encontrar um monge mumificado na posição de meditação. Mas não se preocupe se estiver com roupa de praia: dá para tomar emprestado lenços e saias para se cobrir e respeitar as tradições budistas.

Piers Ferries e catamarãs aportam em diversos horários do dia em quatro píers: Nathon (maior e mais movimentado), Li Pa Noi, Bangrak (Big Budha) e Maenam. O ideal é montar a logística para desembarcar no mais próximo da praia onde você se hospedará. Assim, dá para economizar dinheiro com táxi e tempo de deslocamento.

Chaweng: agito, bons restaurantes e conforto à beira mar
(Foto: Lim Ashley/Flickr/Reprodução)

Transporte No mapa de Samui, as praias podem parecer perto uma da outra, mas é pura ilusão. A ilha não tem ônibus ou outro tipo de transporte público. A saída foi usar táxi e contratar day tours em agências de viagem, depois de selecionar o que realmente queria conhecer por lá.

Cilada, Bino Blogs de viagem indicam alugar uma moto por meros 200 bath/dia e sair pilotando, mesmo para quem nunca dirigiu uma motocicleta. Não precisa comprovar habilitação específica. É só deixar o passaporte de garantia e sair guiando. Ao ver o tráfego, agravado pela mão inglesa, descartei essa possibilidade e não me arrependo pelos baths a mais gastos em nome da segurança.

Tranquilidade Calma!Dizer que a ilha tem trânsito não é acabar com o paraíso. As praias paradisíacas continuarão a sua espera. Tudo vai depender de onde  se hospedar e dos passeios que programar. Você encontra paz e sossego em Tailing Ngam, Natien e Tongsai Bay. 

Agito Mae Nam, Chaweng e Lamai são praias mais animadas, com variedade de restaurantes, bares,  clubes, discotecas e casas de câmbio. Em Bophut,  Fishermans Village e a praia do Big Budha são opções intermediárias: tranquilas, mas com boa infraestrutura de restaurantes e serviços.

Imperdível Um dos passeios de lancha mais recomendados é conhecer o Parque Nacional Marinho de Ang Thong. O arquipélago reúne 42 ilhas com praias, barreiras de corais e lagoas. Pechinchando, o day tour custou 1.800 baht, incluindo taxa de preservação da reserva marinha, mergulho com snorkel, caiaque, view point e almoço.

Wat Plai Laem: complexo budista de influência chinesa, em Samui
(Foto: Verena Paranhos)

Phangan: de todas as luas
Mochileiros Koh Phangan ficou conhecida por ser um destino de mochileiros, loucos pela famosa Full Moon Party, festa que acontece uma vez por mês, em noite de lua cheia, e atrai até 30 mil pessoas na praia de Haad Rin. Ficar nas redondezas é sinônimo de
agito e muita gente circulando o tempo todo, já que, atualmente, os eventos acontecem não importa em qual lua.

Full Moon Sem planejar,  cheguei no arquipélago numa noite de lua cheia. Ainda no check in, em Samui, o recepcionista do hotel foi logo empurrando um pacote para a imperdível Full Moon Party, em Phangan: ida e volta de lancha rápida custaram 800 bath. Quando a festa mais famosa acontece,  cobram uma taxa de 100 bath de entrada na praia. Por lá, cada barraca tem seu DJ e projeta o som para areia, onde malabaristas se exibem com fogo. Pintada a la Timbalada fluorescente, gente do mundo todo disputa espaço na praia lotada, bebendo drinques em baldes e ensaiando dancinhas até o amanhecer.

Paraíso Mas Phangan não é só agito noturno. Longe do burburinho, você encontra tranquilidade em praias como Haad Chao Phao, Haad Yao e Haad Salad. Se a intenção é aproveitar o vento para esportes como vela e windsurf, aposte em Ao Nai Wok.

Phangan: famosa pela Full Moon Party, na praia de Haad Rin
(Foto: Reprodução/Instagram)

Koh Tao: pequeno paraíso
Aconchego Koh Tao é a menor das três principais ilhas do Golfo da Tailândia e também a mais aconchegante, por receber menos turistas. É tranquila e agrada tanto quem busca romance quanto os que procuram badalação. Não deixe de ver o mirante de Koh Nang Yuan, conjunto de três pequenas ilhas ao norte de Tao.

Vá fundo Escolas e resorts de mergulho, além do baixo custo para descolar o certificado internacional, são os principais atrativos da ilha de águas mornas e cristalinas.

Mirante ao norte de Koh Tao
(Foto: Reprodução/Instagram)

Planeje-se
Como chegar?
Existem voos diretos de Banguecoque (capital do país) para o aeroporto de Koh Samui, mas essa opção não é nada barata. O mais comum é ir de avião, trem ou ônibus até Surat Thani (a cerca de 650km de Banguecoque) e de lá pegar um catamarã ou ferry. Empresas como a Lomprayah fazem o combo ônibus e catamarã, partindo da estação de trem, do aeroporto ou do centro da cidade por 700baht.

Cabe no bolso? Os custos com alimentação, transporte e passeios nas ilhas são mais altos do que nas outras cidades da Tailândia, mas ainda assim cabem com folga no bolso dos brasileiros. Um real equivale a aproximadamente 10 bath, a moeda nacional. Refeições modestas custam, em média, 80 bath. Se quiser mais requinte, você consegue pagando menos de 300 bath.

Quanto tempo ficar? Essa conta depende do seu perfil e objetivos com a viagem: quer explorar todos os picos ou sombra e água fresca? Se esse for seu único destino na Tailândia, eu diria que pelo menos cinco dias  são suficientes para descansar um ou dois dias na ilha escolhida, fazer passeios em alguma outra ou no Parque Nacional Marinho de Ang Thong,
conhecer os templos em Samui e ainda se envolver em alguma outra atividade a sua escolha. Opção é o que não falta. Também dá para incluir o arquipélago num roteiro com mais destinos no país. Só não esqueça que a viagem é longa: você gastará pelo menos 30 horas de voo, com duas escalas. Mas vale a pena.

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