De bônus para executivos a debêntures em empresas, ESG já influencia mercado

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02.04.2021, 06:00:00
(Foto: Imagestock)

De bônus para executivos a debêntures em empresas, ESG já influencia mercado

Cumprimento de metas de sustentabilidade atende a demandas de investidores

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Na semana passada, a Votorantim Cimentos fez sua primeira emissão de debêntures ESG (sigla em inglês que avalia as operações das empresas nos eixos ambiental, social e de governança) no mercado de capitais brasileiro, com metas atreladas a indicadores de sustentabilidade. 

Os R$ 450 milhões em títulos de dívida terão como indicadores a emissão de CO2 por tonelada de cimento e o índice de substituição térmica, dois importantes parâmetros de sustentabilidade para a indústria de cimento. As metas também estão alinhadas aos Compromissos em Sustentabilidade para 2030 estabelecidos pela companhia.

Com o cumprimento das metas estabelecidas a cada dois anos, a Votorantim Cimentos terá benefícios nas condições de pré-pagamento da dívida.

“A realização dessa captação, pioneira no setor de construção civil no mercado brasileiro, é mais um passo para alinhar os compromissos financeiros aos compromissos em sustentabilidade da companhia. Buscamos crescer, inovar e aumentar a eficiência operacional do nosso negócio utilizando sempre a sustentabilidade como um de nossos direcionadores estratégicos”, afirma Osvaldo Ayres Filho, CFO Global da Votorantim Cimentos.

Além dessa primeira emissão de debêntures com critérios ESG no mercado de capitais brasileiro, a Votorantim Cimentos possui cerca de US$ 350 milhões em dívidas no exterior atreladas a indicadores de sustentabilidade.

Metas e bônus
Os indicadores de sustentabilidade e governança também estão se tornando critérios para a distribuição de bônus para executivos. 

Para a siderúrgica Gerdau, atrelar ESG ao bônus atendeu a uma demanda dos investidores, mas trouxe ganhos para a reputação e tem ajudado a engajar as novas gerações, informou Bárbara Dinalli, líder global de remuneração e performance da empresa, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Para 2021, 20% do ILP dos executivos será calculado por dois indicadores ESG: porcentagem de mulheres em cargos de liderança e emissões de CO2.

Este conteúdo tem apoio institucional da CBPM e oferecimento da Mineração Caraíba e RHI Magnesita.

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