Descubra por que a Barra é o bairro mais festeiro de Salvador

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29.03.2019, 04:40:00
Atualizado: 29.03.2019, 07:57:32
O Furdunço é uma das festas realizadas na Barra (Foto: Betto Jr./CORREIO)

Descubra por que a Barra é o bairro mais festeiro de Salvador

Salvador tem 95 eventos por mês - 35% na região; veja ranking dos bairros e como pedir autorização para seu evento

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Sabe qual é o bairro com mais festas em Salvador? O artista e produtor cultural baiano Benin Ortiz, 30 anos, descobriu a resposta no dia em que voltou do mercado e deu de cara, perto de casa, com o Furdunço. “As coisas acontecem aqui na Barra, né?”, ri o artista que mora, há um ano, no bairro mais festeiro da cidade, segundo levantamento feito pela Central de Licenciamentos de Eventos (CLE) da prefeitura de Salvador.

Dos 95 eventos mensais que acontecem, em média, em Salvador, a Barra sedia 35% deles, seguido pelo Rio Vermelho, com 25%. “Frequento o Carnaval assiduamente, os shows também. No aniversário da cidade, por exemplo, vai ter Daniela Mercury e eu vou com certeza. Sou fã”, garante Benin, sobre o show que acontece nesta sexta-feira (29), no Farol da Barra, dentro da programação do Festival da Cidade.

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A quantidade de festas no bairro, algo que não agrada a todos e já foi parar na Justiça, não incomoda Benin. Sua casa, por sinal, sempre vira o ponto de encontro da galera antes, durante e depois dos eventos. “Sou festeiro, não tenho nenhum problema com isso. Meu apartamento acaba virando a pré-festa e o after. É ótimo, porque faço tudo a pé e posso beber tranquilamente”, justifica, citando as vantagens.

Se, por acaso, Benin vai passear com o cachorro e esquece, momentaneamente, da fartura da região, se depara com um grupo tocando música instrumental na esquina. Anda mais um pouquinho, e encontra outros artistas se apresentando no ponto de ônibus.

“Gosto muito da Barra, de ser bombada e estar em movimento constante, de ter coisa acontecendo o tempo inteiro. O que tiver, a gente vai!”, garante, rindo.

O artista e produtor cultural baiano Benin Ortiz, morador da Barra, não se queixa da agitação (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Olho do furacão
Apesar de aprovar a programação intensa, o artista reconhece que o ritmo talvez “seja mais difícil para as pessoas idosas”, afinal “o Carnaval de fato passa dentro de casa e ninguém dorme”. “Ou você faz o Carnaval, ou você sai do Carnaval”, afirma, sobre quem mora no olho do furacão. É o caso da geógrafa Elba Ornellas, 56, moradora da Barra há quase 30 anos.

Síndica do prédio onde mora, Elba já não sabe se continuará no bairro daqui a cinco anos. A frequência de eventos é motivo de desgaste na vizinhança que “está envelhecida e tem muito idoso”. A moradora, porém, pondera e diz que, na verdade, o problema está na amplificação do som. “Se o Carnaval fosse com mais bandinhas, nós mais velhos até poderíamos aproveitar mais”, sugere.

Apaixonada pela Barra, Elba reconhece que a festa “gera renda e trabalho, o que é ótimo”, “mas é importante pensar nos dois lados”, reforça.

“Por que não pensar em uma solução como o sambódromo do Rio de Janeiro, mais distante das residências? A festa é boa, mas a cultura vai além do trio elétrico. O aniversário da cidade, por exemplo, é legal. Também gosto quando tem apresentação de uma sinfônica, ou de uma peça”, enumera.

Moradora da Barra há quase 30 anos, Elba Ornellas não gosta muito do trio elétrico (Foto: Laura Fernandes/CORREIO)

Pulsante
Pode até não parecer, por conta da liderança no ranking, mas a Barra está com a agenda cada vez mais restrita. “Nós estamos restringindo os eventos na Barra. A preocupação é grande, porque é uma região de moradores. Tudo bem uma fanfarra, mas quer colocar trio elétrico e carro de som? Não, de jeito nenhum”, explica o diretor do Trabalho da secretaria municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), Magno Felzemburgh, 44, responsável pela CLE.

A ideia, portanto, é diluir cada vez mais os eventos pela cidade, privilegiando diferentes lugares, “do Humaitá ao Rio Vermelho, passando por Cajazeiras, Periperi e Centro Histórico”, explica o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, responsável por realizar eventos da prefeitura como Carnaval, Furdunço, Fuzuê e Festival da Cidade.

Com uma média de 30 eventos espalhados pela cidade no fim de semana, tendo um aumento de 20% no Verão, Salvador tem cinco bairros mais badalados: Barra, Rio Vermelho, Campo Grande, Centro Histórico e Imbuí, respectivamente. Assim como há uma tentativa de variar os espaços, há uma preocupação de diversificar os meses. Não à toa, a capital tem festa de janeiro a janeiro.

“A ideia é que, independente das férias, a gente tenha essa cidade vibrante e dinâmica o ano inteiro”, explica Isaac. “Isso favorece a população, melhora a autoestima do cidadão e favorece o turismo. A gente busca fazer com que esse calendário pulse em diferentes áreas e movimente a economia da cidade com gastronomia, entretenimento e todos os eixos da economia criativa”, completa o diretor da Saltur.

Fanfarras e bandinhas são priorizadas na Barra (Foto: Marina Silva/CORREIO)

O que é a Barra tem?
Afinal, o que é que a Barra tem? Na tentativa de descobrir o que torna este lugar tão atraente para as festas, demos um giro pelo bairro que serve de palco não só para grandes shows, mas também para bandinhas, fanfarras, feiras de artesanato e projetos como o Viver Barra, que oferece apresentação musical intimista no Porto da Barra, de outubro a dezembro.

“Ah, com o Farol, um ventinho desse e a praia, quem não quer fazer evento aqui?”, sorri a baiana de acarajé Mislen Santos, 20, que trabalha no ponto em frente ao Farol da Barra, inaugurado há 40 anos por sua avó e repassado para sua mãe. “Bom é quando tem um pagodinho, uma fanfarra, porque o pessoal vem beber e comer”, acrescenta, sobre o aumento nas vendas com os eventos que acontecem no bairro. “Mas isso não vem de agora, né?”, pergunta Mislen, sobre o agito.

A baiana de acarajé Mislen Santos diz que eventos aumentam as vendas (Foto: Laura Fernandes/CORREIO)

Na verdade, a Barra atrai eventos desde a época em que era apenas uma região de veraneio, destaca o jornalista e pesquisador Nelson Cadena, 65. Em um segundo momento, com a urbanização da Barra, houve uma influência indireta dos clubes e suas festas, continua o pesquisador. “A terceira fase vem com o Carnaval e quando o Farol da Barra foi escolhido como ponto principal”, cita Cadena, sobre os três momentos marcantes na história “festeira” da Barra.

Há registro, inclusive, do dia em que o Rei Momo chegou de barco na Barra para fazer a abertura oficial dos 100 anos do Carnaval da Bahia, em 1984. “Num clima alegre, muita música e muito calor, o Rei Momo atravessou ontem pela manhã a Baía de Todos os Santos e desembarcou no Iate Clube, sendo acompanhado por diversas embarcações e grande número de foliões. Antes, se apresentou (sem sair do barco) para quem estava no Porto da Barra”, revela a edição do CORREIO de 2 de março de 1984.

“O Carnaval pintou uma função na Barra”, resume Benin, o artista e morador que abriu esse texto. “Ele virou a cabeça das pessoas para ser um lugar de festa, porque tem espaço, é uma orla super larga, e tem o Farol, o Cristo e o mar. A Barra é um ponto de encontro e está sempre lotada de gente. Se você vier domingo, tendo festa ou não, parece um Carnaval”, convida.

Em 1984, o Rei Momo saiu de Bom Despacho, desembarcou no Yacht Clube, na Barra, para abrir o centésimo Carnaval de Salvador
Em 1984, o Rei Momo saiu de Bom Despacho, desembarcou no Yacht Clube, na Barra, para abrir o centésimo Carnaval de Salvador (Foto: Carlos Casaes/Arquivo CORREIO)
Em 1984, o Rei Momo saiu de Bom Despacho, desembarcou no Yacht Clube, na Barra, para abrir o centésimo Carnaval de Salvador
Em 1984, o Rei Momo saiu de Bom Despacho, desembarcou no Yacht Clube, na Barra, para abrir o centésimo Carnaval de Salvador (Foto: Carlos Casaes/Arquivo CORREIO)

Ranking dos bairros com mais eventos em Salvador

1º Barra

2º Rio Vermelho

3º Campo Grande

4º Centro Histórico

5º Imbuí

Como solicitar o licenciamento de um evento?

Todas as pessoas interessadas em fazer uma festa, seja no espaço público ou privado como o estacionamento de um shopping, precisam pedir autorização da prefeitura. O setor responsável por isso é a Central de Licenciamentos de Eventos (CLE), que autoriza, ou não, a realização de eventos como shows, caminhadas religiosas, festivais e feiras de rua.

Com exceção das casas de shows, que já possuem alvará para a realização de eventos, os produtores, empresários e associações precisam pedir autorização para a CLE, que centraliza diferentes órgãos responsáveis por administrar o impacto dos eventos na cidade.

Entre eles, estão a Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb), a Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz).

“É necessário avaliar a carga do som, a quantidade de pessoas que podem estar naquele espaço, o impacto no trânsito... A preocupação é com a segurança do cidadão. A aglomeração de pessoas é uma coisa complicada e precisa, por exemplo, da apresentação de um plano de saída de emergência”, destaca o diretor do Trabalho da secretaria municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), Magno Felzemburgh, 44, que coordena a CLE.

Passo a passo

  1. Com até 15 dias de antecedência do evento, dirija-se à Central de Licenciamentos de Eventos (CLE), que está localizada na Rua Miguel Calmon, 506, Sobreloja, Edifício Ouro Preto, no Comércio. O funcionamento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sendo que na sexta-feira a abertura do processo acontece só até 11h.
  2. Preencha o Documento de Arrecadação Municipal (DAM).
  3. Pague o valor de R$ 48,95 referente à taxa de abertura do processo.
  4. Junto ao requerimento, é necessário entregar o alvará de funcionamento do espaço, o contrato social (para empresas produtoras de evento), ata e estatuto social (se for uma empresa sem fins lucrativos) e o ofício de confirmação da Polícia Militar (dar entrada na delegacia/CIPM da região onde vai acontecer o evento). O contrato deve estar no nome da pessoa (ou autorizado por procuração).
  5. Após a abertura do processo, os órgãos envolvidos darão o parecer (Limpurb, Semop-Uso do Solo ou Semop-Sonora, Vigilância Sanitária, Semob, Transalvador, Secis, Sedur).
  6. Depois do parecer ser deferido, é emitido o alvará pela CLE.

Confira o calendário de eventos da cidade

JANEIRO
Lavagem do Bonfim: A tradicional lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim, feita por baianas, acontece na segunda quinta-feira do ano. Sagrado e profano se misturam na festa que começa em frente à Igreja da Conceição da Praia, com um Culto Ecumênico, e segue em uma caminhada de 8 km até Basílica do Senhor do Bonfim.

Lavagem de Itapuã: A quinta-feira antes do início do Carnaval de Salvador é dedicada à lavagem da escadaria da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã. Dois momentos marcam o evento: a lavagem feita por baianas vestidas a caráter, com flores e água de cheiro, e a apresentação de blocos de chão, que fazem a festa pela tarde.

FEVEREIRO
Festa de Iemanjá: A Rainha do Mar é festejada em dois momentos, no dia 2 de fevereiro. A parte sagrada começa de madrugada, quando fiéis começam a colocar oferendas e pedidos nos balaios que ficam na Casa dos Pescadores, no Rio Vermelho. Já a parte profana começa de tarde, após o presente ser entregue no mar, e inclui apresentação de bandinhas, fanfarras e shows particulares.

Carnaval: Trio elétrico com os principais artistas do país, blocos afros e afoxés dão a cara da festa de rua, uma das maiores do mundo e um dos principais atrativos turísticos de Salvador. Fanfarras, bandinhas e o uso de fantasias também são marcantes, principalmente no pré-Carnaval do Furdunço e do Fuzuê que acontecem, respectivamente, desde 2014 e 2016.

MARÇO
Festival da Cidade: Sétima edição do evento celebra os 470 anos de Salvador. A programação segue até dia 31 com shows gratuitos, teatro, feira de artesanato e exposição. Entre as atrações, estão: Daniela Mercury, António Zambujo, Saulo Fernandes, Paulo Flores e Ana Moura, hoje, no Farol da Barra; Léo Santana e Deny Dennan, hoje, no Campo do Pronaica de Cajazeiras; Bell Marques e Solange Almeida, amanhã, na Praça da Revolução, em Periperi.

Festival de Fotografia: Debates, exposições, ciclo de palestras e apresentação do Prêmio Mario Cravo Neto de Fotografia fazem parte do evento realizado pelo Instituto Mario Cravo Neto (IMCN). Lançado esse ano, o evento gratuito está confirmado no calendário de eventos anuais de Salvador. O patrocínio é da Prefeitura, através da Empresa Salvador Turismo (Saltur), e da Caixa Econômica Federal.

MAIO
Salvador Reggae Day: Caminhando para sua terceira edição, evento celebra o Dia Nacional do Reggae, comemorado no dia 11 de maio, com a apresentação de coletivos do reggae. O evento, que no ano passado aconteceu no Parque da Cidade, ainda não definiu o local e a data da edição desse ano.

Festival Salvador Jazz: Dedicado a celebrar a música coletiva e instrumental, evento está previsto para acontecer em maio, próximo à data em que se comemora o Dia Mundial do Jazz (30 de abril). A última edição foi realizada no Rio Vermelho e o local desse ano ainda será divulgado.

JUNHO
São João: A festa junina disputa, com o Carnaval, a preferência no coração dos nordestinos. A programação de Salvador, no período, vai do forró tradicional, com artistas herdeiros de Luiz Gonzaga (1912-1989), a shows do chamado forró eletrônico e de nomes de sucesso do sertanejo.

JULHO
Festival Salvador Hip Hop: Criado em 2016, com o objetivo de estimular os profissionais que atuam nas diferentes manifestações da cultura hip hop, evento gratuito acontece no Parque da Cidade, no Itaigara. A programação conta com apresentação de rap, maratona de grafite, batalha de MCs e breakdance (dança urbana).

Dois de julho: Festa que marca a Independência da Bahia tem alvorada com queima de fogos na Lapinha, celebração religiosa e cortejo cívico que acompanha os carros do Caboclo e da Cabocla até o Largo Dois de Julho, no Campo Grande. O dia 2 de julho é celebrado, ainda, apresentações de fanfarras e filarmônicas.

AGOSTO
Flipelô: A terceira edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) homenageia o poeta Castro Alves (1847-1871). Promovido pela Fundação Casa de Jorge Amado, o evento dedicado à literatura acontecerá entre 7 e 11 de agosto com mesas de debates, lançamento de livros, saraus e contação de histórias.

SETEMBRO
Festival da Primavera: Criado em 2013, evento reúne música, gastronomia, teatro, dança, feira de artesanato e atividades de esporte, como a 3ª edição da corrida Maratona Cidade de Salvador. A sétima edição do festival, ainda sem data confirmada, acontecerá em diferentes pontos da cidade.

Festival Gastronômico: Quarta edição do evento faz parte da programação do Festival da Primavera e acontece em restaurantes de diferentes bairros de Salvador. Cada estabelecimento apresenta uma receita especial durante o festival, promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

OUTUBRO
Festival de Música Universitária (Musa): Dedicado aos estudantes de universidades baianas, o festival criado em 2016 chega à sua quarta edição. Além de terem a oportunidade de apresentar seus trabalhos musicais, os artistas selecionados disputam prêmios.

Viver Barra: Com o objetivo de ocupar os espaços públicos com entretenimento, cultura e lazer, quinta edição do projeto acontecerá de outubro a dezembro. A proposta é preencher as ruas do bairro, a cada fim de semana, com apresentações gratuitas de música, que vão da salsa ao jazz, passando pela MPB.

NOVEMBRO
Scream Festival: Criado em 2018, o Salvador Creativity and Media Festival reúne, em painéis de debate, profissionais e estudantes das áreas de comunicação, mídia e criatividade e inovação. A realização do evento, que está em sua segunda edição, é da Associação Baiana do Mercado Publicitário (ABMP).

DEZEMBRO
Festa de Santa Bárbara: Alvorada, missa, procissão e caruru marcam as comemorações da Santa que protege os devotos durante as grandes tempestades. A imagem de Santa Bárbara, conhecida como Iansã no Candomblé, está na Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Largo do Pelourinho, de onde sai o cortejo no dia 4 de dezembro.

Conceição da Praia: Festa religiosa mais antiga do Brasil celebra a padroeira da Bahia com cortejo que sai da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio. Tradicionalmente, no dia 8 de dezembro, os fiéis seguem o andor no percurso que é acompanhado por trio elétrico e pelo coral da Basílica.

Festival Virada Salvador: Terceira edição da festa de Réveillon está prevista para acontecer novamente na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, do dia 28 de dezembro ao dia 1º de janeiro. No primeiro dia do ano, a cantora Daniela Mercury apresenta o tradicional Pôr do Som, evento que completou 20 anos de história, esse ano.

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