Dívidas trabalhistas consumiram R$ 20 milhões dos cofres do Bahia

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18.09.2017, 05:00:00
Atualizado: 18.09.2017, 10:36:19

Dívidas trabalhistas consumiram R$ 20 milhões dos cofres do Bahia

Por editoria de Esporte

O Bahia e as dívidas
Na busca por equilibrar as finanças do clube, a diretoria do Bahia tem sofrido com os acordos trabalhistas acertados desde a era do presidente Fernando Schmidt (2013-2014). Por mês, o tricolor desembolsa cerca de R$ 520 mil com as indenizações. O montante gasto já chegou a R$ 20 milhões desde 2014. Os processos estão divididos em três planilhas: uma com valores até R$ 50 mil, outra entre R$ 50 mil e R$ 300 mil, e a última com pagamentos acima de R$ 300 mil. 

O último a receber do clube na Justiça foi o atacante Zé Roberto, que vestiu a camisa do Bahia entre 2012 e 2013. O próximo da lista a ter sua situação regularizada é o técnico Mauro Fernandes, que passou pelo Fazendão em 2006. O processo de Mauro está na planilha B. Outros nomes que aparecem na sequência são os do volante Kléberson e o lateral Rubens Cardoso.

Lucas Fonseca e Preto na lista
Além dos profissionais que já deixaram o clube, a lista de processos trabalhistas do Bahia conta com nomes que ainda estão no Fazendão, como o zagueiro Lucas Fonseca, que voltou ao clube no ano passado e ainda não recebeu o que tem direito, e Preto Casagrande, atual técnico da equipe e que defendeu as cores do Bahia como jogador pela última vez durante a Série C do Campeonato Brasileiro de 2007.

Freddy Adu está na espera
Alguns ídolos da torcida também cobram do tricolor na Justiça. O ex-lateral Ávine já recebeu a indenização, enquanto o atacante Fernandão, hoje na Turquia, aguarda sua vez. Jogadores que não deixaram saudade no Fazendão, como o americano Freddy Adu e o atacante Pedro Beda, também estão na lista. Boa parte dos processos é da gestão do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho.

Ávine quer voltar a jogar no tricolor
O lateral-esquerdo Ávine entrou forte na campanha para as eleições do Bahia. Ele esteve presente em alguns dos últimos jogos na Fonte Nova com a camisa do grupo MUB (Mais um, Baêa). O posicionamento como cabo eleitoral é em troca de voltar aos gramados. Ávine teria um contrato de jogador como promessa, caso a chapa que apoia, liderada por Abílio Freire, seja eleita.

A Puma continua no Vitória
Fornecedora do material esportivo do Vitória, a Topper não tem abastecido todo o clube. No domingo (17), as meninas do Leão estrearam no Campeonato Baiano da categoria (goleada de 8x0 sobre Vera Cruz) com as roupas da Puma, antiga fornecedora, que deixou o clube em maio. O uso dos uniformes antigos é comum durante o treino das atletas e também dos jogadores e comissão técnica das categorias de base.

Crise sem fim no Galícia
A briga judicial que envolve a presidência do Galícia está prejudicando a equipe dentro de campo. Reconduzido ao posto de presidente através de liminar, Dario Rego cancelou a participação dos times infantil, juvenil e feminino, que estavam em preparação desde o mês de julho para o Campeonato Baiano.  Agora, o azulino tem três equipes sem utilidade e tenta negociar a saída de atletas, pois alguns contratos já foram registrados no Boletim Informativo da CBF (BID). Dario havia sido afastado do Galícia em novembro de 2016 depois de, supostamente, não prestar contas adequadamente. Além da montagem dos times, a antiga gestão do clube planejava reformas no Parque Santiago.

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