Em jogo sonolento, Vitória fica no empate em 0x0 com o Paraná

e.c. vitória
08.11.2019, 21:09:00
Atualizado: 08.11.2019, 21:46:03
De olho na bola, Van foi titular em mais uma partida pelo Vitória (Foto: Irisbel Correia/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Em jogo sonolento, Vitória fica no empate em 0x0 com o Paraná

Rubro-negro chegou aos 41 pontos na tabela de classificação da Série B

Um jogo ruim, mas recheado de oportunidades de gols para os dois lados. Esse resumo fala bem sobre o que foi a partida entre Paraná e Vitória, nesta sexta-feira (8), pela Série B. A partida reuniu dois times bem objetivos e cientes do que precisavam fazer em campo. Parece um paradoxo, mas foi o que aconteceu na Vila Capanema.

De um lado, o rubro-negro precisava fazer o que o mais novo jargão do mundo esportivo afirma: "saber sofrer". Isso porque o time paranista certamente entraria em campo com gosto de sangue para manter viva a possibilidade de subir para a Série A. Os dois conseguiram fazer isso, mas ninguém se deu bem. O empate em 0x0 atrapalha um pouco os planos do Vitória em fugir logo do rebaixamento, mas ainda não há motivo para alarde. Foi o 17º ponto do rubro-negro em 11 jogos com o técnico Geninho.

Antes de jogar fora de casa contra adversários em situação mais tranquila dentro de algum campeonato, o mantra do time visitante costuma seguir um padrão: resistir os primeiros 15 minutos e, depois disso, com o adversário nervoso, é hora de tentar buscar chances de atacar.

O Vitória seguiu a receita do bolo. Nos primeiros 15 minutos, o Paraná foi dono da bola e apostou nas investidas de Guilherme Santos pela esquerda. Apesar do domínio territorial, os donos da casa só conseguiram criar perigo aos 21 minutos, quando Jenison chutou de fora da área e foi parado em boa defesa de Martín Rodríguez.

Na cobrança de escanteio, aconteceu um bate-rebate na área do Vitória e o gol adversário só não saiu porque Zé Ivaldo conseguiu cortar a bola em cima da linha. Martín estava vendido no lance.

Tic, tac. O tempo corria e o Vitória sofria mais pressão. Aos 29, Felipe Garcia cochilou e teve a carteira batida por Guilherme Santos, que avançou até entrar na área e não quis nem saber de cruzar. O lateral soltou uma bomba, mas, no meio do gol, Martín conseguiu evitar o prejuízo.

Com o meio-campo anulado, o Vitória recorreu à bola longa saída dos pés do goleiro Martín para chegar ao ataque. Isso explica o fato do time de Geninho só conseguir a primeira finalização aos 33 minutos. Ainda assim, sem perigo. Felipe Garcia recebeu na esquerda e, de fora da área, isolou.

Depois disso, o Paraná esfriou um pouco e passou a ceder espaço para um Vitória que parecia à espreita, pronto para se ousar. Depois dos 40 minutos da primeira etapa, o Leão conseguiu chegar com perigo em três oportunidades. Duas delas na bola parada de Carleto, uma arma do time.

No primeiro lance, ele cobrou falta rasteira por baixo da barreira e, na confusão, o goleiro Thiago Rodrigues conseguiu buscar quase em cima da linha. Os jogadores do Vitória até comemoraram gol, mas o bandeira Diogo Carvalho Silva acusou impedimento e o lance foi anulado.

Depois disso cobrou escanteio quase olímpico, a zaga cortou no primeiro lance e Ramon conseguiu, de costas, puxar a bola, que subiu demais e saiu em tiro de meta. Só que a melhor chance foi do Paraná. Mesquita aproveitou um chute torto da intermediária, que virou um passe e o deixou de cara com Martín. Ele não foi fominha e serviu para Bruno Rodrigues só escorar e... o atacante conseguiu chutar pra fora. Não tinha goleiro, zagueiro, ninguém. A sorte soprou para o rubro-negro.

O lance irritou muito o elenco do Vitória. Os jogadores do Leão queriam a marcação de impedimento na origem do lance, algo que não aconteceu. Mais exaltado, Rodrigo Andrade foi punido com cartão amarelo. Fato que irritou ainda mais os jogadores: o árbitro Rodrigo Carvalhães de Miranda encerrou o primeiro tempo logo após a chance desperdiçada. Os atletas continuaram em cima e o juiz saiu distribuindo cartões. Sobrou até para Geninho, que foi ao centro de campo tentar apaziguar os ânimo. Os xarás Ramon e Anselmo Ramon foram punidos.

Segundo tempo
Na segunda etapa, o jogo ficou ainda mais morno. E mais feio. Não foram raros os lances com um nível de bizarrice peculiar. Bolas rifadas em sequência, amontoados de jogadores buscando uma bola que parecia invisível. Um horror. 

Mais uma vez, o Vitória contou com a sorte em um lance protagonizado por Bruno Rodrigues. O atacante do Paraná recebeu livre e tinha várias opções. Ele podia tentar encobrir Martín, que precisou sair do gol desesperado, podia tentar o drible. Mas no final acabou não fazendo nada. A bola prendeu no seu pé, espiroru e voltou para o goleiro rubro-negro. Amém! Martín ainda fez uma outra boa intervenção em chute de Fernando Neto, de fora da área.

Depois disso, o jogo foi esfriamento em ritmo acelerado até o apito final. O Vitória chegava na bola parada de Carleto e o Paraná não conseguia aproveitar os espaços deixados pela defesa rubro-negra. O tempo corria e o sono aumentava. O jogo parecia fadado à morosidade e assim foi até o fim. O árbitro ainda deu mais um minuto de acréscimo além dos quatro já acrescidos, mas só para prolongar o óbvio: o duelo estava fadado a passar em branco.

O empate em 0x0 deixa o Vitória com 41 pontos na tabela de classificação da Série B. O próximo jogo do rubro-negro é na terça-feira (12), no Barradão, contra o CRB.

Ficha técnica
Campeonato Brasileiro | Série B | 33ª rodada
Paraná 0x0 Vitória

Estádio: Vila Capanema, em Curitiba-PR
Paraná: Thiago Rodrigues, Léo Príncipe, Leandro Almeida, Rodolfo e Guilherme Santos; Luiz Otávio, Fernando Neto, Vitinho Mesquita (Pimentinha) e Matheus Anjos (João Pedro); Bruno Rodrigues (Judivan) e Jenison. Técnico: Matheus Costa
Vitória: Martín, Van, Zé Ivaldo, Ramon e Thiago Carleto; Rodrigo Andrade, Léo Gomes e Lucas Cândido; Felipe Garcia (Felipe Gedoz), Eron e Anselmo Ramon (Jordy Caicedo). Técnico: Geninho
Cartões Amarelos: Léo Príncipe, Fernando Neto; Lucas Cândido, Rodrigo Andrade, Ramon, Anselmo Ramon, Geninho
Arbitragem: Rodrigo Carvalhães de Miranda, auxiliado por Diogo Carvalho Silva e Thiago Gomes Magalhães (Trio do Rio de Janeiro)

*supervisão do subeditor Miro Palma


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