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Da Redação
Publicado em 8 de novembro de 2021 às 15:34
- Atualizado há 2 anos
De janeiro a setembro de 2021, 264,2 milhões de KWh de energia elétrica foram recuperados na Bahia. A estimativa, de acordo com a Neoenergia Coelba, distribuidora responsável pelo serviço na Bahia, seria suficiente para abastecer mais de 2,2 milhões de residências ou toda a capital baiana durante um mês. O número é cerca de 31% maior do que o registrado no ano passado. >
Somente entre julho a setembro foram recuperados 107 milhões de KWh, energia capaz de abastecer Feira de Santana, terceira maior cidade do estado, durante três meses. De acordo com a empresa, foi o maior volume de energia já recuperado em apenas um trimestre da história.>
No recorte mensal, o resultado mais expressivo foi registrado no mês de agosto, atingindo 40 milhões de KWh. Neste ano, a distribuidora já realizou aproximadamente 280 mil inspeções, cerca de 100 mil a mais do que no mesmo período do ano passado. Para reforçar o monitoramento de subtração ilegal de energia elétrica, aproximadamente 283 mil medidores também foram substituídos. Também foram encontradas 85.340 irregularidades em todos os segmentos de unidades consumidoras.>
Operações Para alcançar o resultado, a distribuidora diversificou a sua atuação e tem realizado operações em todas as regiões da Bahia. No Oeste, em apenas uma operação, foram recuperados 10 milhões de KWh em fazendas produtoras de algodão e soja e em comércios de São Desidério. No Sul, a Neoenergia Coelba realizou uma megaoperação que identificou 132 irregularidades em quatro municípios da região. Já no Norte, três pessoas foram detidas e podem responder pelo furto de energia em Sobradinho.>
Algumas operações também contam com apoio policial. Nos três primeiros trimestres do anoforam realizadas 75 operações em parceria com a Polícia Civil e Militar, que resultaram na condução de nove pessoas à delegacia para prestarem os esclarecimentos necessários. O furto de energia é crime sujeito às penalidades do artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de até oito anos de reclusão.>