Estudante transmite suicídio ao vivo por rede social: 'já viram alguém morrer?'

brasil
26.07.2017, 21:20:00
Atualizado: 25.10.2017, 14:01:52

Estudante transmite suicídio ao vivo por rede social: 'já viram alguém morrer?'

Moradora de Rio Branco, do Acre, Bruna deixou várias mensagens na web

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A estudante Bruna Andressa Borges, 19 anos, se suicidou e transmitiu tudo ao vivo pelo Instagram na tarde desta quarta-feira (26), em Rio Branco, no Acre. As imagens foram exibidas para os 286 seguidores da jovem em tempo real. A informação do G1. 

(Foto: Reprodução)

Antes de se enforcar, Bruna postou mensagens no Facebook dizendo que estava se sentindo machucada. "Já fui abandonada e julgada pela pessoa que achei que seria minha melhor amiga, a pessoa que amei me humilhou e riu da minha cara, me chamou de ridícula. Talvez eu seja, mas não pretendo continuar perguntando para saber", escreveu.

Ela também escreveu que o ser humano é "a pior arma que o mundo criou". Também pedias desculpas aos amigos. "Eu quero viver, mas quero ser livre e feliz, porém, parece que não dá pra ser feliz tendo que agradar a todos e a si mesmo. Peço desculpas aos poucos que me restaram e que tanto me aconselharam, simplesmente não consigo".  Depois, Bruna fez outro post no Facebook. "Já viram alguém morrer ao vivo?".

Amigos deixaram comentários pedindo que Bruna atendesse o telefone. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas inicialmente foi encaminhado ao endereço errado. "A princípio, os amigos ligaram para que nós pudéssemos contê-la, mas passaram o endereço errado, que era onde ela morava antes de ter se mudado para a vila. E nesse local, ninguém sabia informar onde ela estava morando agora. Infelizmente, não chegamos a tempo de conter devido a esse desencontro", disse ao G1 Cláudio Falcão, major dos Bombeiros.

Bruna acabou sendo encontrada morta por parentes dentro do próprio quarto do apartamento onde morava com a família, na Rua Dom Bosco, no bairro Bosque.

A estudante cursava o 3º período de ciências sociais na Universidade Federal do Acre (Ufac).

(Foto: Reproduçaõ)



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