Governador vai reunir cardeais da base para discutir eleições e impactos da Cartão Vermelho  

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02.03.2018, 10:32:00
Atualizado: 02.03.2018, 10:32:56

Governador vai reunir cardeais da base para discutir eleições e impactos da Cartão Vermelho  

Jairo Costa Júnior, com Luan Santos

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O governador Rui Costa (PT) convocou para a próxima segunda-feira a primeira reunião do ano com presidentes de partidos aliados. Na agenda, estão as eleições deste ano e as investigações da Polícia Federal contra o ex-governador Jaques Wagner, alvo da Operação Cartão Vermelho, que apura suspeita de desvios e propina nas obras da Arena Fonte Nova. Durante o encontro, Rui quer ouvir os cardeais da base governista sobre possíveis impactos das denúncias contra Wagner na corrida eleitoral. Deve falar também sobre alinhamento das siglas em torno das pautas do governo na Assembleia e Câmara dos Deputados. 

Vez e voz
Há expectativa de que Rui Costa discuta a formação da chapa majoritária, embora ele afirme que as conversas serão estreitadas somente entre maio e junho. “Na última reunião, Rui falou mais do que ouviu. Esperamos falar de tudo, inclusive sobre os impactos da denúncia da PF, que ainda é frágil. Mas precisamos analisar o cenário”, pondera um dirigente partidário da base . 

Fala, SSP!
Sobre a nota “Caneta sem tinta”, publicada na edição de ontem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) esclarece que, diferentemente do publicado pela coluna, desde agosto de 2017, através do decreto n° 9144, da Presidência da República, “a cessão de funcionários federais para atribuições estaduais vale por tempo indeterminado”. Portanto, diz a SSP, “a informação veiculada, falando que o secretário da Segurança Pública e delegado da Polícia Federal, Maurício Teles Barbosa, estaria sem autorização para ocupar o cargo é inverídica”. A Satélite buscou posicionamento oficial do Ministério do Planejamento acerca das normas que disciplinam a cessão de servidores para outro ente federativo, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

A política como ela é
Em depoimento no processo sobre o sítio de Atibaia, em que o ex-presidente Lula  (PT) é réu, a publicitária Mônica Moura, esposa do marqueteiro João Santana, escancara o caixa 2 no país. Todas as campanhas que fizeram para os mais variados partidos, disse, sempre foram pagas assim. Segundo Mônica, não se faz campanha política no Brasil sem caixa 2. “Se alguém disser que faz não está falando a verdade”, emendou.

Plano B
O deputado estadual Carlos Geilson (PSDB) pode disputar uma vaga na Câmara este ano, como representante do grupo político liderado pelo prefeito de Feira  de Santana, José Ronaldo (DEM). A definição depende de Zé Chico (DEM), que tem uma pendência na Justiça Eleitoral. Suplente em 2014, o democrata é o pré-candidato do time de Zé Ronaldo. Se ficar fora, contudo, Geilson desponta como favorito para assumir a vaga.

Outros planos
Carlos Geilson trata a eventual troca de páreo como especulação. Ele revela que, em 2016, planejava disputar a Câmara, mas seu objetivo agora é se manter na Assembleia. “Não passa de boato. Minha estrutura está montada para buscar a reeleição”, disse,  ao descartar candidatura a federal com Zé Chico ainda no páreo.

"A Confederação Nacional dos Municípios precisa dessa visão ampla do Brasil, de reconhecer as necessidades dos rincões do país", Eures Ribeiro, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e candidato à vice-presidência da CNM

Pílula

Dia do fico -  O deputado federal Erivelton Santana garantiu que fica no PEN para  tentar a reeleição. O cenário desafiador para siglas nanicas, em  função da cláusula de barreira, não preocupa o parlamentar. “Provavelmente, o partido vai sair só, sem coligação. Temos vários nomes para deputado estadual e federal”, afirmou. 
 

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