Governo vai propor IR maior para ricos e imposto sobre transação financeira

economia
30.07.2020, 08:02:34
Atualizado: 30.07.2020, 08:14:25
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Governo vai propor IR maior para ricos e imposto sobre transação financeira

Mudanças propostas inclui o fim do IOF

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Entre as propotas para a reforma tributária, o governo vai apresentar o aumento do limite de isenção do mposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF), a redução das deduções, uma alíquota maior para os mais ricos e também a taxação de transações financeiras a fim de desonerar as folhas de pagamento. As mudanças foram anunciadas por Guilherme Afif Domingos, assessor especial do Ministério da Economia.

A proposta de reforma tributária vai ser enviada por partes ao Congresso, conforme já havia adiantado ministro da Economia, Paulo Guedes. 

"Vamos aumentar a isenção da primeira faixa, vamos mexer na alíquota da classe média [atualmente de 27,5%] para diminuir — porque vamos suspender parcela das deduções — e vamos criar uma nova alíquota sobre os maiores salários. Tem que pegar de R$ 36 mil, 40 mil para cima [essa nova alíquota]. Ainda estamos fazendo os estudos", disse em entrevista ao G1.

Confira as mudanças do IR que serão propostas:

- Aumento da faixa de isenção dos atuais R$ 1.903,99 por mês para cerca de R$ 3 mil;
- Redução nas deduções (atualmente há deduções por despesas médicas, por dependentes e por despesas educacionais);
- Diminuição da alíquota de 27,5%, atualmente a mais alta;
- Criação de uma alíquota maior para os mais ricos;
- Retomada da distribuição de lucros e dividendos para as pessoas físicas, que existia até 1996.

Fim do IOF
Alif disse ainda que o governo quer arrecadar R$ 120 bilhões por ano com a taxação de transações financeiras em caráter permanente — com o objetivo de desonerar a folha de pagamentos e permitir aumento de recursos para os programas de transferência de renda.

Se esse novo tributo for aprovado, Afif disse que o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) deve terminar. O tributo não tem sido cobrado atualmente em virtude da pandemia do coronavírus. "Acontece que, se você tem o outro [tributo financeiro], não há justificativa da sua manutenção", declarou.

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