Guerra na Ucrânia eleva tensão em produtores do agro no Oeste baiano

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03.03.2022, 05:00:00

Guerra na Ucrânia eleva tensão em produtores do agro no Oeste baiano

Por Jairo Costa Júnior

Os impactos da guerra na Ucrânia ao agronegócio elevaram o nível de tensão no Oeste baiano, um dos maiores polos de produção de alimentos e fibras têxteis do país. Desde o acirramento do cerco econômico deflagrado contra a Rússia pelos Estados Unidos e União Europeia, com sanções cada vez mais duras, o temor se tornou crescente entre produtores da região preocupados com os efeitos do conflito sobre o abastecimento de insumos agrícolas para o Brasil, especialmente fertilizantes. Para se ter dimensão do estrago, os fabricantes russos responderam por 22% do total de 41,1 milhões de toneladas de fertilizantes importados pelo país em 2021. 

No fogo cruzado
Para o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacil Ranzi, as barreiras comerciais impostas em reação aos ataques das tropas comandadas por Vladimir Putin no país vizinho virou a maior fonte de dor de cabeça para os produtores da região, líderes do setor no estado.

Dominó russo
“Com a diminuição na oferta, o preço dos fertilizantes vai disparar. A preocupação no Oeste é muito grande, assim como no Brasil inteiro. O reflexo no agronegócio será bastante negativo. Já estamos presenciando problemas pontuais, com dificuldades de entrega de produtos”, destaca Ranzi. Em efeito cascata, a menor quantidade de insumos imprescindíveis para o bom desempenho das lavouras provocará queda na safra de grãos, sobretudo soja e milho, e o consequente salto no custo dos alimentos. Ou seja, comer será mais caro e difícil em boa parte do mundo se a guerra perdurar, além dos prejuízos à economia baiana e à balança comercial do país, onde o agro tem papel fundamental.

Adeus, casório!
O eventual apoio do MDB ao PT na disputa deste ano, cujas negociações esfriaram a partir de janeiro, foi praticamente sepultado após o desmonte na chapa alinhada ao Palácio de Ondina. Com o senador Jaques Wagner fora do páreo pelo governo estadual, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, que controlam o MDB na Bahia, perderam o principal fiador do acordo e o interesse de retomar as conversas em meio à bagunça generalizada no bloco governista.

Tapa-buracos
As incertezas em torno do senador Otto Alencar (PSD), convidado a ocupar a vaga deixada por Wagner no palanque da base aliada, líderes petistas correm contra o relógio para encontrar um plano B puro-sangue. A ideia é ter uma carta na manga, caso Otto rejeite o espaço. No entanto, os nomes sugeridos até agora ou não têm musculatura ou recusaram a missão.

Bem-me-quer?
Partido que gravita a órbita do governo estadual, o Avante se tornou noivo cobiçado na janela para trocas de legenda, que acaba no fim do mês. Um dos pretendentes é o deputado federal Paulo Magalhães (PSD). Ter um puxador de votos como o também deputado Pastor Sargento Isidório e escapar da concorrência de peso na atual sigla é tudo que ele mais deseja.

Melô de Wagner’ é totalmente Tim Maia: Me Dê Motivo. Já não queria ser candidato. Prefere a possibilidade de ser ministro e aproveitou a gana de Rui pelo Senado, mandando o PT baiano às favas
Arthur Maia, deputado federal da União Brasil, ao sugerir que o petista usou os planos eleitorais do sucessor como desculpa para pular fora

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