Hospitalidade de soteropolitanos é o que mais agrada os turistas

salvador
29.03.2019, 05:20:00
Atualizado: 29.03.2019, 07:53:57
Marcus faz questão de recepcionar hóspedes pessoalmente e dar dicas da cidade (Foto: Betto Jr / CORREIO)

Hospitalidade de soteropolitanos é o que mais agrada os turistas

A forma de recepcionar de Salvador foi aprovada por 97,4% dos visitantes

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Vem! Pode entrar que a casa é sua! Em Salvador, a hospitalidade dos soteropolitanos é o fator que mais agrada aos turistas estrangeiros, de acordo com a última edição da pesquisa Caracterização e Dimensionamento do Turismo Internacional do Brasil, de 2017, realizada pelo Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Em março, os turistas lotaram a capital baiana. Só neste mês, foram 3,7 milhões de visitantes para curtir o Verão, que deixou saudade em muita gente. As redes hoteleiras, no período do Carnaval, ficaram lotadas

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A forma de recepcionar os visitantes foi aprovada por 97,4% dos entrevistados e mantém um índice maior de 90% desde 2013, quando houve alterações na estrutura do estudo. A gastronomia, os alojamentos e os restaurante completam os quatro itens com melhor avaliação na capital, com médias superiores a 90% desde 2013. Também receberam avaliação superior a 90% em 2017 a diversão noturna (93%) e os guias de turismo (90,3%). O Ministério do Turismo não possui uma pesquisa atualizada sobre caracterização e dimensionamento do turismo doméstico, ou seja, de visitantes do próprio país.

Para os operadores do setor, Salvador também se destaca internacionalmente por ser um “destino completo”. Isso se dá por conta dos diversos atrativos que a capital detém. São diversos os motivos que fazem com que a capital baiana seja escolhida como destino. Tem quem chegue em Salvador atraído pelas belas praias, outros vêm para experimentar o tradicional acarajé, conhecer um pouco do início da história do Brasil, da arquitetura, curtir o Carnaval e até mesmo aqueles que querem praticar esportes náuticos, como mergulho. De acordo com a pesquisa do Ministério do Turismo, 6 em cada 10 turistas escolhem Salvador por conta do lazer.

Turismo em alta
Nos últimos anos, o fluxo turístico está em uma curva ascendente. De janeiro a dezembro de 2018, a cidade registrou mais de 9,3 milhões de visitantes, número recorde e 5% maior do que em 2017 e 2014, quando Salvador foi uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol. Os números da hotelaria também não mentem: a taxa de ocupação de 2018, de 81,62%, superou o resultado dos últimos seis anos. 

Outra forma de hospedagem também retrata um crescimento e atenção maior para Salvador nos últimos anos, a Airbnb. Durante o Carnaval, Salvador registrou crescimento de 71% no número de hóspedes no Airbnb em relação 2018. Na plataforma, a maior de aluguéis por temporada do mundo, a capital baiana foi a única cidade do Nordeste que apareceu no TOP 10 Brasil de destinos com maior número de chegadas no Carnaval 2019, na sétima posição, à frente de cidades como Recife (PE), Cabo Frio (RJ) e Balneário Camboriú (SC).

A coordenadora dos Cursos Stricto Sensu e da Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Urbano da Unifacs, além de membro do Grupo de Pesquisas em Turismo e Meio Ambiente, Carolina Spínola, destacou que Salvador é uma ótima opção para turistas.

“De fato, Salvador é um destino completo. Se você quer opções de turismo cultural, você encontra aqui, você encontra patrimônio da humanidade tombado, áreas verdes, praias bonitas, programação cultural, opções de compras. É um destino que, estando aqui, você acessa localidades próximas como o Litoral Norte, a praia do Forte, Recôncavo, as ilhas da Baía de Todos os Santos. É daqueles destinos que você pode ir e programar para ficar durante sete dias e todos os dias ter alguma coisa diferente para fazer”, disse Carolina.

A professora destacou que a hospitalidade é um dos fatores diferenciais da capital, que sempre fica destacado em pesquisas sobre turismo realizadas aqui. “Além das pesquisas, é algo também que a gente sabe, experimenta, ouve de quem a gente conhece. O soteropolitano - e baiano - gosta de tratar bem, leva para casa, se preocupa com o bem estar do visitante e isso, infelizmente, a gente não encontra em outros lugares. Isso faz parte da imagem do ser baiano e é uma vantagem que faz com que os visitantes voltem, porque aqui eles se sentem em casa”, disse. 

A estudante carioca Carol Lopes, 20, se diz apaixonada por Salvador, cidade que ela faz questão de visitar anualmente. “Eu sou apaixonada por Salvador muito pela terra mesmo. Acho que por ser um lugar histórico é bastante religioso, essa espiritualidade acaba reverberando na cidade, o que torna ela diferente e especial. É como se o tempo corresse de uma forma diferente e como se o lugar me desse asas e ao mesmo tempo mantivesse meus pés no chão, por exemplo”, disse. As pessoas também são diferentes para ela. Com pai soteropolitano, Carol foi batizada aqui e passa todo Carnaval e ano novo em Salvador.

“Óbvio que Salvador também é tão especial pelas pessoas. O baiano tem um sotaque que aquece e abraça nosso coração. Eu me encontro a cada encontro com as pessoas que cruzam meu caminho. Acho mais receptivas e acolhedoras. Em Salvador, as pessoas só são. E te dão muita liberdade para ser também”, destacou.

Nos últimos três anos, Salvador subiu cinco posições em buscas na plataforma Skyscanner, um buscador global de pesquisa de viagens que oferece comparações instantâneas online para voos, hotéis e locação de carros. Em 2017, a cidade estava em sétimo lugar em número de buscas no mundo e agora é a terceira mais buscada em mais de 30 idiomas.

Dentro da Bahia, a capital é a primeira no ranking de buscas. O segundo destino com maior atenção na plataforma é Porto Seguro, que é o 24º destino com mais acessos, seguido por Vitória da Conquista em 26º lugar.

Bem-vindo a Salvador
Para os turistas, a boa recepção da capital começa logo no Aeroporto de Salvador, que recebe receptivos especiais aos turistas que aqui desembarcam em determinadas épocas, como alta temporada ou data festiva. Quem chega por aqui já fica encantado, como o carioca Victor Thomé, que veio para a cidade no Carnaval e elogiou a iniciativa. “A recepção para os passageiros foi muito legal, com pessoas dançando músicas típicas da Bahia, além da distribuição de panfletos informativos”, destacou.

No caminho entre o Aeroporto e a estadia escolhida, há quem garanta que os soteropolitanos também têm um tempero especial. É o caso da técnica de operação de petróleo Elita Azevedo, 33, que é de Manaus mas está sempre em Salvador.

“O baiano gosta de conversar e desde a chegada, o Uber ou o táxi já vão te dando dicas, indicando os locais que você deve conhecer e tentando saber de você também. A cordialidade das pessoas chama atenção, a boa vontade no trato e a disposição para fazer um bom trabalho é sempre presente. Os soteropolitanos trabalham felizes, sorrindo, sempre que possível dão até uma reboladinha também, mas achei incrível o foco de fazer bem o que estavam fazendo”, disse ao CORREIO. 

E logo nos hoteis e outras formas de hospedagem, diversas estratégias são adotadas pelos equipamentos para fidelizar e encantar os turistas de um jeitinho todo especial. No receptivo, baianas de acarajé, fitinhas do senhor do bonfim, cocada, dicas da cidade e muito afeto são adotados.

Novas formas de hospedagem
Quem não quer ficar em hotel, mas aproveita a modalidade de hospedagem por aplicativo é o designer gráfico Marcus Sampaio, que utiliza a plataforma há dois anos e já hospedou mais de 40 grupos. Para fidelizar os turistas, Marcus conta que faz questão de estar presente no check-in e de sempre questionar se os hóspedes têm alguma necessidade.

Marcus recepciona turistas com dicas e souvenirs da cidade (Foto: Betto Jr / CORREIO) 

“Sempre explico um pouco da cidade, ofereço carona para quem precisa vir do Aeroporto, indico lugares para que eles visitem, indico um roteiro básico, deixo disponível um mapa de Salvador”, diz. Para ele, o serviço é essencial e não é visto em todos os lugares. O designer gráfico conta que quando se hospedou pelo aplicativo em Fortaleza e em São Paulo, os anfitriões deixaram a chave na portaria e não entraram em contato posteriormente.

“Eu ligo, procuro saber como a pessoa está, mando mensagem para saber se precisa de alguma coisa, deixo meu celular a disposição para qualquer problema, inclusive fora da casa e na cidade. Não senti isso nas duas vezes que me hospedei fora daqui. Acho que o baiano tem essa característica”, disse.

E essa diferença é sentida pelos turistas. Falamos com Marcus enquanto ele se preparava para hospedar um grupo de argentinos. Dentre eles estavam Romina Barrios, de Buenos Aires. Ela está em Salvador desde a última quinta-feira (14).

“Tudo foi maravilhoso, tanto no Aeroporto, na agência, na rua. Eu amo o Brasil, conheço a Colômbia, a República Dominicana e acho muito diferente o trato com as pessoas aqui. As pessoas são muito atenciosas e nos outros países não é assim. Eu conheço outros estados do Brasil e notei uma diferença aqui em Salvador também. As pessoas ajudam, indicam onde ir, estão sempre disponíveis”, afirmou ao CORREIO.

O advogado André Gramanho, 37, também é daqueles que faz de tudo para agradar seus hóspedes. Durante a hospedagem dos 50 grupos que já recepcionou através do Airbnb, ele já fez amizades, já foi guia de turismo e até foi chamado para conhecer outras cidades.

“Eu sou uma pessoa muito fácil de fazer amizade. Quando você oferece dicas que eles não recebem em qualquer lugar, começam a ter confiança. A maioria das pessoas que vem querem contato, amizade, dica. Eu já recebi até convites para visitar outros lugares. Acho que isso deve ocorrer mais na nossa cidade por conta da nossa receptividade”, destacou.

Quem se hospedou pela plataforma durante a festa foi a professora paulista Ana Miceli Caltabiano, 39, que diz que não troca a vinda para Salvador “por nada”. Ela já vem há nove anos para a cidade, sempre no Carnaval.

“Sempre somos recebidos com um carinho inigualável que nos faz sentir em casa. Não tenho o que reclamar da receptividade baiana, em todos os momentos e lugares sempre fui bem acolhida e olha que já fui várias vezes sozinha. As pessoas são sempre solícitas e prontas a ajudar. Sou aquela que volto para a minha casa, trabalho, junto dinheiro, pego promoções de passagens e volto correndo para Salvador”, disse rindo e dizendo que tem até planos para morar na cidade posteriormente, quando fizer um concurso para a cidade.

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Trade turístico destaca potencialidade de Salvador

Sol e mar, gastronomia, música, história e cultura, eventos ou esporte. Salvador concentra diversos potenciais turísticos e é considerada um destino turístico completo, assim como pouquíssimos lugares de todo o mundo. Para quem trabalha com o turismo e vende a cidade como destino, isso é um diferencial e tanto. Isso porque muitos locais do mundo se fazem conhecer por uma só característica. São boas para história, outras para música, mas poucas reúnem tantas potencialidades. 

“A natureza foi pródiga. O caldo cultural que tivemos desde o descobrimento também. São um leque de atrações que podem ser trabalhados na hora de vender o destino. Agora estamos criando outras possibilidades, como o turismo religioso com a criação do Caminho da Fé (entre o Santuário de Irmã Dulce e a Igreja do Bonfim, na Cidade Baixa). Assim, nós podemos trabalhar o turismo religioso como outros destinos do Brasil fazem, como Fátima ou Aparecida”, disse Roberto Duran, presidente da Salvador Destination, associação criada para promover e divulgar Salvador.

Duran destaca que a baianidade de Salvador é um diferencial muito importante no embate com outras cidades. “O conjunto todo que nós temos, e isso tudo junto com a baianidade, principalmente, é uma das coisas que deixam os nossos concorrentes apavorados, porque eles não têm isso”, disse aos risos. 

Uma baiana de acarajé com os braços abertos e de sorriso no rosto convidando os turistas a conhecerem Salvador. Esse é um dos símbolos da receptividade dos baianos, utilizado em propagandas de Salvador há anos. Essa é uma forma, de acordo com o trade turístico, de utilizar uma característica forte da capital para fixá-la no imaginário de quem quer vir para cá - e também de quem quer voltar. A baianidade vira estratégia para vender Salvador. Isso porque as pessoas de fora precisam saber o quê de bom a cidade tem para vir para cá. 

Foi justamente a baianidade e a cultura de Salvador que fizeram com que os gestores do Fera Palace Hotel voltassem a fixar o equipamento - que é o mais antigo do ramo aqui - em Salvador novamente.

“A paixão que temos pelo Centro Histórico de Salvador que nos trouxe para cá. A Rua Chile foi a primeira a ser construída no Brasil e está no coração do Centro Histórico, onde nasceu o país. Nós queríamos um hotel na Bahia e Salvador foi o melhor lugar. Temos os museus, Pelourinho, a maravilhosa culinária, o sincretismo religioso, fora a influência da cultura afro que é muito forte. É muito importante e especial estarmos localizados no Centro Histórico, onde muito aconteceu em Salvador até a década de 80”, disse Antonio Mazzafera, CEO da Fera Hotéis.

Ele afirmou que a rede incentiva seus funcionários a serem naturais e a usarem a hospitalidade, o que ele definiu como sendo “inato ao baiano”. “Incentivamos que eles criem um clima bem descontraído, obviamente seguindo os procedimentos. Eu acho que a gente tem sempre que aproveitar o que é natural das próprias pessoas e acredito que quando o turista vai para Salvador, eles querem sentir e viver essa alegria, descontração. Acredito que o clima quase que de verão o ano todo contribui muito para isso”, afirmou.

CEO do Fera Palace, Antonio Mazzafera, conta que história de Salvador influenciou decisão para o hotle retornar para cidade (Foto: Marina Silva / CORREIO)

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Claudio Tinoco, destacou que todas as estratégias de atuação para atrair mais pessoas são baseadas em pesquisas que buscam identificar a vocação de Salvador e investir na condição especial dela. Uma delas, por exemplo, é a temperatura da água do mar, que deixa Salvador à frente de outras cidades com destino de praia que estão no Sudeste, por exemplo.

“O que estamos fazendo nos últimos dois anos foi transformar ativos e atrativos da cidade em uma estratégia de promoção, sobretudo com uma ênfase na comunicação digital. Nós criamos todas as bases das nossas redes sociais, de um site ou portal oficial e fomos além disso, com um canal no Youtube e com playlists no Spotify, por exemplo”, destacou.

Uma das mudanças feitas por essa gestão foi deixar de oferecer somente roteiros turísticos para fazer um site com mais de 300 opções de experiências na capital. “É uma forma que temos de traduzir o que os próprios turistas estão apresentando de satisfação, ampliando e fortalecendo o positivo e oferecendo o máximo de oportunidade de conhecimento para que pessoas, não só aquelas que já estão vindo, que devam ser tocadas para escolher Salvador como destino”, explicou. O site oferece lugares, e não mais roteiros específicos. 

As duas principais missões do trade turístico como um todo para Tinoco é bem receber aqueles que já estão vindo para Salvador, mas também ampliar o fluxo e trazer mais pessoas para cá. O gestor vê algumas possibilidades de crescimento na cidade, como a hotelaria, que tem potencialidade de crescer em 40% e também o ramo de negócios, por exemplo, que já ganhará o Centro de Convenções municipal no próximo ano, mas também pode receber investimentos de outros lugares.

“Nós podemos, por exemplo,começar a trabalhar com a Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia), com a Fecomércio (Conselheiro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia) e diversos segmentos de comércio e serviços para que a gente possa entender e compreender melhor como Salvador pode ser um destino a ser alavancado”, disse Tinoco. 

Outra área identificada por ele foi o fluxo aéreo. Segundo Tinoco, há a necessidade de trazer para Salvador novos voos, novas companhias aéreas para que a cidade fique mais competitiva dentro do turismo. “Isso é muito importante sobretudo nesse cenário de concessão dos aeroportos do Nordeste, como Maceió e Recife. A concessão dos dois e consequentemente a fixação de investimentos nesses terminais deve chamar atenção da Bahia para que a gente possa competir e ampliar competitividade para atrair nova operações. Se isso não ocorrer, a gente pode criar novas concorrências e criar dificuldade para Salvador e para a Bahia”, disse. 

No dia-a-dia, os operadores do turismo se desdobram para melhor atender aos turistas que vêm para Salvador. É o caso da guia de turismo Silvana Rós, presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Estado da Bahia, que trabalha na área há 9 anos e diz que seu segredo é amor pela cidade.

“Cada um tem sua expertise. Eu tenho paixão incondicional pela minha profissão, um amor por Salvador singular e quando uno esses sentimentos singulares e únicos, acredito que surge a identidade peculiar do profissional. Ao longo da minha profissão, comecei a identificar a linguagem adequada para cada grupo que atendia e dialogando com todos”, afirmou Silvana.

Da mesma forma, o vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia (Abav-BA), Jorge Pinto, orienta que o profissional tenha uma atitude a depender do perfil de cliente e que não exagere na medida com o cliente, principalmente os de culturas muito distintas. 

“Para nós que trabalhamos como agentes de viagens receptivos e recepcionistas de eventos e guias, temos uma obrigação de fazermos o melhor no atendimento e recebimentos. Nós nos preparamos com cursos, através de pessoas atuantes  e experientes na área. De natureza soteropolitanos já têm o seu jeito acolhedor e respeitoso com nossos visitantes, característica que o fizeram tornar-se um povo humano e que deixa essa marca registrada para os nossos turistas”, disse.

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