Internada em estado estável, mulher agredida por MC Reaça não está grávida

brasil
04.06.2019, 14:29:00
Atualizado: 04.06.2019, 14:39:05
Cantor se matou após a agressão (Foto: Reprodução)

Internada em estado estável, mulher agredida por MC Reaça não está grávida

Possível gestação da vítima teria motivado a agressão

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A mulher, identificada como uma agente de viagens, que foi agredida pelo funkeiro Tales Alves Fernandes, conhecido como MC Reaça, não está grávida. Segundo o portal UOL, a informação da não gestação foi divulgada em nota do hospital onde a vítima está internada, em Idaiatuba, no interior de São Paulo. 

"Somos impedidos por lei de comentar detalhes por se tratar de uma questão de sigilo médico/paciente, porém, devido rumores, a vítima autoriza que seja esclarecido que, ao dar entrada na unidade hospitalar, foi realizado exame Beta HCG cujo resultado é negativo, ou seja, não está grávida", diz o comunicado.

O funkeiro era casado com outra mulher e agrediu a agente de viagens por ela ter dito que estava grávida dele. MC Reaça mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima.

Depois do crime, Tales teria enviado uma mensagem de áudio para a esposa dizendo que, caso a vítima sobrevivesse às agressões, que ela cuidasse da amante e do bebê.

De acordo com o UOL, a vítima recebeu os primeiros socorros, passou por exames, tratamento clínico e permanece internada estável em observação. Será necessário realizar uma cirurgia devido os ferimentos sofridos, porém ainda sem data definida, pois é preciso aguardar a diminuição dos edemas.

O boletim de ocorrência da agressão foi registrado em Indaiatuba pelo pai da vítima. No documento, o pai diz que a filha sofreu hematomas na face e no olho direito, além de fraturas no maxilar e aponta Tales como o autor das agressões.

MC Reaça
O cantor Tales Volpi Fernandes, o MC Reaça, morreu na noite de sábado, 01, em Valinhos (SP), aos 25 anos. Ele se tornou conhecido após compor jingles em apoio à campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro.

As letras de suas músicas eram polêmicas e ofendiam políticos e grupos sociais. No funk "Proibidão Bolsonaro", por exemplo, ele dispara ofensas contra o ex-deputado Jean Wyllys e contra os políticos Jandira Feghali, Luciana Genro e Ciro Gomes.

Outro trecho do funk diz ainda: "Dou pra CUT pão com mortadela e para as feministas, ração na tigela. As minas de direita são as top mais bela, enquanto as de esquerda têm mais pelo que cadela".

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